quarta-feira, 1 de abril de 2015

Três protestos, seis medidas!

          Muitas coisas estão acontecendo nesse tempo.  Todos os níveis de governo que nos afetam e que nos dizem respeito estão em crise.  Segundo nosso comentarista de política Nilton, na esfera federal estamos vivendo um parlamentarismo branco.  Pois o congresso e o senado estão governando o país do ponto de vista da oposição, enfraquecendo o governo.  Os próprios partidos da base aliada votam contra os projetos da situação, inviabilizando as políticas públicas.  Chovem denúncias de corrupção.  O PMDB é um "inimigo íntimo" que está corroendo o governo por dentro.  Protestos foram realizados por eleitores do Aécio Neves, no dia 15 de março com intenção golpista. Setores da classe média foram às ruas, pedindo intervenção militar entres outras reinvicações conservadoras.  A ditadura militar que teve uma propaganda política mais eficaz que o terceiro Reich ainda paira no imaginário das elites indignadas com a políticas sociais e ampliação da democracia, como algo que foi positivo, o que é diferente do que a história nos conta sobre este regime autoritário que foi instalado em nosso país após o golpe de 1964. Onde, por exemplo, milhares de pessoas desapareceram e foram torturadas pelo fato de discordarem das ideias governistas. Foram estimulados pela imprensa que faz a cobertura ao vivo.  Imagens que falam mais do que palavras: 
          
         

       No âmbito municipal, está em pauta o debate sobre a privatização dos serviços públicos.  Foi aprovado, no dia 17 de março, um projeto de lei proposto pelo governo municipal com amplo apoio da câmara dos vereadores.  A partir desse momento a prefeitura municipal está autorizada a terceirizar os serviços públicos, ou seja, as empresas privadas e as organizações sociais (OS) passam a poder fazer a administração dos serviços nas áreas de saúde, educação, cultura, assistencia social, etc.  Apenas a segurança pública e o ensino fundamental não estão ameçados pela privatização, pois são amparados pela Constituição.  No dia 24 de março, pessoas foram às ruas protestando contra a privatização, com a máxima de que o prefeito está vendendo Campinas. A marcha seguiu do Hospital "Mário Gatti" até o Palácio dos Jequitibás (prefeitura).  O hospital citado está passando por um processo gradual de privatização, começando pela sua farmácia.


            Já no âmbito estadual, professores estão em greve sem repercussão na mídia. Há silêncio do governador, há silêncio nos meios de comunicação, há silêncio nas escolas onde as carteiras estão vazias e os alunos estão sem aula e a voz dos professores não está ecoando nos quatros cantos do estado como deveria acontecer. O governador do estado de São Paulo, inclusive, nega que haja um movimento grevista acontecendo. Justificando que as ausências dos professores estão relacionadas com faltas normais que acontecem todos os dias por motivos diferentes às reivindicações trabalhistas.
             Os professores não pensam como nosso governador e, inclusive, tem utilizado as redes sociais para esclarecer aos estudantes e a população as suas reivindicações e a realidade que estão vivendo nas escolas.





           Por isso, gente, nosso blog quer ser um meio de comunicação que informa a população criticamente e tentamos não esconder o que pensamos ou escolhemos o que publicamos, pelo fato de alguns assuntos ou fatos ocorridos contrariarem nossos interesses ou nossa opinião. 
                 Informe-se, participe, engaje-se!

Equipe tudo acontece
                    




sábado, 7 de março de 2015

Porque virou moda a imprensa usar a palavra esquizofrenia para tudo

A imprensa é mestre na arte do uso metafórico da palavra esquizofrenia. Os portadores dessa doença apresentam períodos em que têm dificuldade para distinguir o real do imaginado. Podem ocorrer mudanças na forma de pensar e sentir, com prejuízo das relações afetivas e do desempenho profissional e social.

Esquizofrenia é isso, mas na linguagem corrente passou a designar todas as mazelas da política, da economia e as esquisitices da cultura pop. Faltou palavra? Tascamos um esquizofrênico e todo mundo entende o que queremos dizer.

Uma amostra dessa prática foi reunida num interessante estudo sobre o estigma da esquizofrenia na mídia, assinado por Francisco Bevilacqua Guarniero, Ruth Helena Bellinghini e Wagner Gattaz.

O uso metafórico da palavra “esquizofrenia” e, principalmente, “esquizofrênico (a)”, nos sentidos de “absurdo”, “incoerente” e “contraditório” é recorrente.

Nas colunas de política, são esquizofrênicos: o governo, o Judiciário, as relações Brasil-Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Comunidade Europeia.

Nas colunas de economia, esquizofrênicas são a política cambial e a política econômica.

Nas editorias de artes e espetáculos, quase tudo é classificado como esquizofrênico(a):

• O Festival de Cinema de Gramado
• O show da cantora Cyndi Lauper (que passa de “clássicos a platitudes pop”)
• O ritmo do musical Evita
• Batman
• O ator (que se despe de si mesmo para vestir um personagem, segundo a atriz Bruna Lombardi)
• A infelicidade de hoje (segundo o cineasta e colunista Arnaldo Jabor)
• Rose, a vizinha do personagem Charlie Harper na série Two and a Half Man
• A cantora Madonna (que na adolescência não se decidia entre ser freira e popstar, segundo ela mesma)
• O jornal The New York Times (por cobrar pelo acesso online, mas distribuir conteúdo gratuitamente nas redes sociais)

Seria divertido se não fosse trágico. A assistência à saúde mental no Brasil vive uma crise profunda. Há uma luta ideológica entre os psiquiatras e parte dos psicólogos. As famílias estão desesperadas. Falta acesso a medicamentos, ambulatórios e leitos psiquiátricos para internar os pacientes nos momentos de crise. Apenas 2% dos gastos do SUS são destinados à saúde mental.

Mudar isso tudo depende de mobilização, dinheiro e disposição para a luta política. Combater o estigma não custa nada e depende da vontade individual. Um bom começo é pensar nas palavras que escolhemos e repetimos. Elas têm peso e consequência.

Blog do Tear

quarta-feira, 4 de março de 2015

Dia da Mulher: "Respeite-me!"

O dia internacional das mulheres está chegando e com muito respeito falaremos sobre esse assunto.  Nesse dia, nossa equipe está completa, como podemos ver nessa foto da nossa sala de redação.  Ainda pela imagem abaixo, percebe-se que nossa equipe tem apenas uma mulher.  Sem as suas contribuições seria impossível construir esse texto.  Não é possível para um homem saber o que é ser mulher.  Seria uma hipocrisia dizer não existem opiniões e relações machistas entre a gente.  Esse dia é uma grande oportunidade de refletir, repensar e reelaborar a nós mesmos. É um grande desafio falar sobre esse assunto.

As mulheres brasileiras ainda buscam muitos avanços no cotidiano, gostariam de mais respeito ao andar pelas ruas sem serem assediadas.  Algumas pessoas argumentam que o motivador do assédio é a roupa curta ou apertada. Mas quando um homem está sem camiseta na rua? É ele quem está pedindo para ser assediado?  Apenas o homem sente calor? Existe alguma contradição aí! A mulher não precisa usar uma burka para ser respeitada. A mulher tem o direito de ser livre para andar pelas ruas de seu bairro ou em qualquer lugar sem ser assediada em plena luz do dia ou de madrugada.

A mulher conquistou o mercado de trabalho, juntamente foi lhe atribuída uma dupla jornada de trabalho.  Alguns homens dizem que "ajudam" a mulher nas funções domésticas.  Mas "ajudar" não é o mesmo que se responsabilizar da mesma forma.  

Foi ressaltado que algumas mulheres ascenderam a funções máximas de poder.  Na América do Sul temos mulheres na presidência do Brasil, da Argentina e do Chile. Na Europa, temos mulheres na presidência da Bulgária, da Alemanha (primeira ministra), entre outros países.   Além da Hillary Clinton que tem um grande papel de articulação no governo do presidente Barack Obama dos EUA.

As mulheres alcançaram situações de poder e o mercado de trabalho em quase todo o mundo.  Ainda existem países onde os direitos para as mulheres são mínimos.  Por isso, podemos comemorar as conquistas da mulheres brasileiras. Mas não podemos esquecer das conquistas que ainda almejamos aqui no Brasil e da solidariedade com as mulheres dos outros países. 

Na nossa equipe temos a sorte de contar com pessoas com grande conhecimento mitológico, bíblico e espiritual.  Podemos aprender no dia de hoje sobre a história de Lillith, a mulher que não se submeteu ao homem nas relações sexuais.  Conta a lenda que ela foi a primeira esposa de Adão e esse seu marido.  Em certa ocasião, durante o ato sexual, Lillith se revolta e não aceita um posição sexual em que fique por baixo. Como consequência ela se torna um demônio que assombra os homens em condição de noivado.  Logo depois surge Eva, a mulher submissa.

Por se tratar de uma história mitológica o mais importante é o simbolismo ao qual ela remete.  A mulher que não quis se submeter à autoridade masculina imposta e não sugerida é vista nessa sociedade machista como um ser maligno.  Essa atitude de demonizar a mulher rebelde é típica do medo da perda de autoridade e do desconhecimento dos poderes ocultos da mulher.

Um grande abraço a todos! Respeitem as mulheres que você ama! E as mulheres desconhecidas ao andar pelas ruas! Fica nosso recado!

Equipe Tudo Acontece

 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Whiplash - Em Busca da Perfeição

O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (JK Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seus relacionamentos com sua namorada e sua saúde física e mental.

Blog do Tear

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

No passado, Riggan Thomson (Michael Keaton) fez muito sucesso interpretando o Birdman, um super-herói que se tornou um ícone cultural. Entretanto, desde que se recusou a estrelar o quarto filme com o personagem sua carreira começou a decair. Em busca da fama perdida e também do reconhecimento como ator, ele decide dirigir, roteirizar e estrelar a adaptação de um texto consagrado para a Broadway. Entretanto, em meio aos ensaios com o elenco formado por Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough), Riggan precisa lidar com seu agente Brandon (Zach Galifianakis) e ainda uma estranha voz que insiste em permanecer em sua mente.

Blog do Tear

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Reforma Educacional, Cidadania e Políticas Sociais


    Dando sequência ao nosso debate sobre as Reformas Políticas e Sociais, gostaríamos de abordar um assunto que é fundamental para nós brasileiros: a Educação.
     Será que as políticas de educação são boas para a maioria dos brasileiros?
     Nós acreditamos que a educação hoje no Brasil privilegia poucos. Principalmente aqueles que tem recursos para pagar. Temos universidades públicas de excelência, programas públicos de financiamento educacional para o ensino superior, mas a nossa educação básica pública vai muito mal. Ou seja, o ensino fundamental e médio (para as pessoas de mais idade, os ensinos; Primário, Ginásio e Colegial). 
    Em primeiro lugar acreditamos que o ambiente da sala de aula precisa mudar. Parece não funcionar. Percebemos que, os estudantes, cada vez mais conseguem cada vez menos manter sua atenção no velho esquema de educação baseado na transmissão do conhecimento somente pela via da relação professor e aluno em aulas expositivas, tipo palestra. Tem horas que é muito monótomo e maçante, tipo chato mesmo.
      Com a grande inovação tecnológica existente outros recursos poderiam ser usados para dinamizar mais as aulas. Por que achamos isso? Basta olhar a molecada com os seus telefones e tablets por aí. Eles estão aprendendo, se comunicando, batendo papo, protestando, paquerando etc. Pensamos que estes aparelhos, que as vezes parecem ser utilizados por muitos de forma inútil, mais por status, deveriam ser mais usados em benefício deles próprios para fazer trabalhos, pesquisas, enfim conectar-se com o mundo e com o conhecimento construído ao longo da história. Isso sem abrir mão de estar ligados nas últimas tendências e atualidades, ou seja, para ficar ligado.
     Achamos bem esquisito o fato das aulas terem pouco a ver com a realidade da maioria dos brasileiros. Por exemplo, nunca vimos em nenhuma aula do ensino médio ou fundamental alguém nos informando sobre aspectos ligados a cidadania, direitos civis e sociais. Achamos direito de todos e todas, brasileiros e brasileiras, saber mais e sermos melhor informados sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único da Assistência Social (SUAS), a Defensoria Pública, o Ministério Público, a coleta e separação de lixo e materiais recicláveis, a carga tributária que pagamos (impostos), as diferentes formas de participação social que nós população podemos nos engajar etc.
       Dentro do nosso grupo temos pessoas que já foram discriminadas pela sua condição social ou problema de saúde. Muitos de nós aprendemos por necessidade, ou seja, "na marra" a forma de reivindicar nossos direitos e muitos de nós constrangidos, não souberam a quem recorrer para que sua situação fosse resolvida ou a humilhação que sofreu fosse reparada. Em muitos casos até saber como recorrer a justiça para acionar as pessoas ou instituições que lhe fizeram mal. Por exemplo, um membro de nossa redação teve uma convulsão (ataque epilético) e foi levado pela ambulância a um hospital público de Campinas, ele conta que quando chegou lá ao invés de ser recebido por alguém que quisesse saber qual o seu problema de saúde, foi mal recebido e, inclusive, alegaram que ele estaria simulando ou como ele mesmo disse "fazendo frescura". O que foi revoltante e humilhante para ele. Ele conta que só conseguiu fazer uma queixa depois de recorrer a assistência social do hospital e entender qual o seu papel. Assim como entender o papel da ouvidoria de saúde do município, a qual ele e sua família já tiveram que recorrer várias vezes por problemas relacionados ao seu tratamento.
         Enfim, este foi um exemplo de situação vivida pelas pessoas comuns, como nós, que não estão nos livros, nas matérias e nem cai no Vestibular. Também queremos conhecimentos como a história da África - que hoje em dia é lei ter no conteúdo das aulas das escolas brasileiras e em muitas cidades ainda não é cumprido -, a história indígena brasileira e o estudo de outros idiomas originários do Brasil, ou de povos que vieram para cá formar nosso povo brasileiro. Como o Tupi, que até hoje é falado por muitas tribos brasileiras.
        Também acreditamos que muito destas coisas que falamos podem não estar no conteúdo das matérias que aprendemos na escola, por interesses políticos de pessoas que estão no poder e não querem a formação da consciência crítica da população brasileira, pois, isso ameça o seu domínio e poder. 
          Encerramos por aqui acreditando que compartilhar nosso ponto de vista com vocês contribui para que essa realidade comece a mudar, ou melhor, comece a ser transformada com a nossa participação.

               

Equipe Tudo Acontece
                               
   
 


Assembleia do Tear das Artes


Segundo o Wikipedia: Uma assembleia é o conjunto de representantes de uma comunidade que possuem poderes de legislação. É sinónimo de uma democracia participativa tendo em conta que toda a comunidade tem a possibilidade de participação. (In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Assembleia).

Portanto, sexta-feira, 13/02, às 9hs teremos nossa Assembleia, nela esperamos contar com a presença de todos e todas para debater as atividades do Tear das Artes, novas propostas, coisas que vão bem, coisas que precisam melhorar, elogios e críticas.

Compareça!! Participe!! Exerça sua Cidadania e Participação Social!

Nos ficaremos muito felizes em lhes receber!

Equipe Tear das Artes