quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Você tem medo de quê? Como dormir cedo nos poupa do medo




            Atualmente, o maior medo da população é o desemprego.  Um medo real e imediato! O desespero de não poder colocar comida no prato e não conseguir pagar as contas. A necessidade de ter de fazer escolhas como: pagar o aluguel ou fazer a compra do mês. Isso tem efeito no trânsito, na nossa convivência, nos relacionamentos familiares. O número de infartos tem aumentado e as principais causas são as pressões. 
Bruno com cara de assustado

         O medo que o homem tem de brochar, a professora de não conseguir dar aula, o medo que o policial tem do bandido e que o bandido tem do policial.  A iminência do risco! Cuidado!  Vamos abrir os olhos! A frequência dos nossos pensamentos, as expectativas que criamos, o estilo de vida que levamos pode estar fazendo da nossa cabeça uma panela de pressão! O medo nesses casos pode ser um sinal, um alerta do nosso corpo para que mudemos nossa conduta e nossos hábitos para preservar nossa vida.

Silvia e Nilton tomando um susto


            Todo mundo tem o seu medo, ou já teve ou terá!  Isso é fato!  Conhecer o medo que nos assombra é uma grande fonte de autoconhecimento.  Dentro da nossa equipe buscamos na memória os medos da infância e os filmes de terror que nos apavoraram.  O que assusta e causa pesadelos em alguns é hilário para os outros. Terror para alguns e comédia para outros.  Qual o motivo disso? Certamente porque somos diferentes. Há aqueles que têm medo de assassinos como o Jason do filme "Sexta-feira 13", outros tem medo de filmes de suspense envolvendo espíritos como nos filmes "Espíritos" e "Sexto Sentido", outros tem medos de monstros e zumbis como dos filmes "A Volta dos Mortos Vivos " e "O Monstro do Armário". Ainda existem pessoas do nosso grupo que tiveram suas infâncias atormentadas pelas por extraterrestres, alienígenas, chupa cabra, E.T. de Varginha e seus veículos discos voadores, objetos voadores não identificados (OVNI).

Giovane e Cilene com cara de assustados
           Mas e o medo daquilo que é inevitável? Se paramos para uma rápida observação podemos perceber que o medo da solidão, da perda, da morte... esses medos que cultivamos e criamos como um jardim de ervas daninhas dentro da nossa mente são mais intensos nas noites.  Quando amanhece, o que acontece com aquele filme de terror que nos apavora e faz as sombras da casa parecerem monstros durante a noite?  Damos uma grande risada e nos sentimos bobos pelo medo que sentimos.  Isso não é por acaso! Nós, seres humanos, somos parte da natureza e com ela devemos nos harmonizar. Como nossos ancestrais que viviam na natureza e não tinham televisão, celular, luz elétrica e outras imitações do Sol que confundem nosso organismo.  Recolhermo-nos após o pôr do sol para dormir o mais cedo possível.  Acordar cedo para cantar junto com os passarinhos na alvorada.  Dessa forma, evitamos um período e aproveitamos para sonhar e elaborar as experiências do dia.  Esse é um hábito da maioria dos membros da nossa equipe.  Nós que cansamos das noites difíceis de insônia e angústia. Pela saúde mental, física e espiritual de todos, recomendamos fortemente que os que puderem façam essa mudança na sua rotina diária e desfrutem de mais qualidade de vida.


Equipe Tudo Acontece

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Blog do Tear entrevista Raquel Félix Dornelas

No dia de hoje temos o prazer de entrevistar nossa amiga Raquel Félix Dornelas. Ela é a mais nova integrante do "Harmonia dos Sabores" que é o grupo de geração de renda e economia solidária do CECCO Tear das Artes . Ela vai contar um pouco sobre sua trajetória como cantora e sobre sua participação no Tear, além de alguns momentos difíceis da sua história profissional antes de chegar no grupo.

Raquel por ela mesma:
 Gostaria que as pessoas lessem e que minha experiência servisse para elas!


Raquel no palco do Tear das Artes: eu gosto de me apresentar como cantora!

Equipe: Que ritmo você gosta de cantar?
Raquel: Qualquer ritmo, gosto de vários tipos de música. Eu era cantora da Igreja que eu frequentava, cantava sozinha na frente. Desde criança quando tinha 9 anos e meus pais ainda eram vivos.  Ou seja, tenho 20 anos de carreira. Atualmente, eu ouço muito as músicas da Paula Fernandes e as pessoas dizem que a voz dela é parecida com a minha.  

Equipe: O que você sente quando canta?
Raquel: Eu me sinto mais alegre e aliviada. O povo diz, eu não se é verdade ou mentira, que eu canto bem e que minha voz é bonita. Dizem também que é pra eu continuar cantando. Eu já cantei em um circo que foi montado próximo da minha casa. Eu nem sabia, mas a dona do circo era espírita e nesse dia eu cantei música gospel.  Já cantei em três casamentos e dois noivados.  Também cantei na escola Veneranda numa homenagem do dia das mães e numa formatura.  Fui convidada para participar de um programa de rádio gospel e fui muito legal.  Eu só não cantei em cadeia e hospital (risos). Agora estamos ensaiando para apresentar no sarau do bosquinho que acontece no DIC I.  Eu nunca cobrei pelas minhas apresentações, porém uma vez fui cantar numa Igreja e na saída o pastor me pagou um cachê que eu não esperava.

Dia da entrevista no Blog do Tear:
Rodrigo, Izabela, Raquel, Larissa, Beatriz e Bruno
Equipe: Como você começou a frequentar o Tear das Artes?
Raquel: Foi através da Camila, psicóloga do Centro de Saúde Vista Alegre, que comecei a estudar na turma da FUMEC. Depois comecei a cantar e dançar no pagode da terça-feira e fazer outras coisas aqui. Eu gosto muito daqui, as pessoas me tratam muito bem e com muito respeito.

Equipe:  O que você tem achado do seu novo trabalho no Harmonia dos Sabores do Tear das Artes?
Raquel: Tenho aprendido muitas coisas novas. É o meu segundo dia de trabalho e já aprendi a fazer pão de queijo e estou começando a fazer o pastel. Estou sentindo que vai ser bem melhor do que meu trabalho anterior.

Primeiro dia de trabalho: Regina e Raquel na cozinha do Tear das Artes

Raquel: Meu antigo trabalho era como os meu amigos diziam "trabalho escravo". Mas o tempo de escravidão já passou.  Eu entregava panfletos para uma oficina mecânica na Vila Industrial que já foi denunciado no jornal. Todos o dias a gente almoçava pão com mortadela e Coca-Cola.  Tinha que aguentar brincadeiras sem graça. Eles também me enganavam na hora de pagar pelo dia de trabalho. Inclusive, quando eu entregava folheto no semáforo, alguns motoristas recusavam o papel e ainda xingavam dizendo que essa oficina tinha safados e ladrões. Mas eu dizia que não tinha nada com isso, estava apenas entregando os folhetos.  No dia em que fui despedida,  fui mandada para trabalhar em outro ponto e não me levaram almoço.  Nesse dia, os vendedores ambulantes de água e celulares fizeram uma "vaquinha" e pagaram um almoço para mim.  Quando as pessoas da oficina chegaram para me buscar, os rapazes que trabalham no sinal brigaram com eles, dizendo que eram pessoas irresponsáveis.  Meu chefe me culpou pela confusão e me mandou embora.


Equipe: Quais seus sonhos?
Raquel: Tenho um sonho desde que era criança de gravar um CD, porque para mim cantora de verdade é quem tem músicas gravadas.  Também gostaria de cantar em hospital e cadeia. Porque na cadeia tem muitas pessoas tristes e distantes de suas famílias.  Eu sei muito bem como é isso, porque desde que meus pais morreram eu não tenho mais família. Perdi meu pai e minha mãe com 14 anos de idade.  Hoje tenho 29 anos e moro sozinha. Tenho meus irmãos, mas não moram comigo. No hospital pode ser que eu consiga cantar ainda.  Mas na cadeia eu sei que é mais difícil.


Equipe Tudo Acontece


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Rádio Ondas Mentais está de volta!!!

É com muita alegria que a equipe do Centro de Convivência e Cooperação Tear das Artes comunica: a Rádio Ondas Mentais está de volta!!! E agora com nossa própria Web Rádio!!!

Você pode ouvir nossa Web Rádio através do endereço eletrônico radioondasmentais.blogspot.com.br .

No momento, temos em nossa programação as 19 edições do programa Ondas Mentais, as quais foram originalmente apresentadas na Rádio Maluco Beleza, entre 2011 e 2013. Aos poucos, iremos acrescentar as novas edições!!

A Rádio Ondas Mentais é uma realização da Oficina de Rádio e da Oficina do Blog do Cecco Tear das Artes. A Oficina de Rádio acontece todas às quintas, das 15h às 17h, e a Oficina do Blog acontece todas às quartas, das 9h às 11h, ambas no Tear das Artes.

Entre em contato pelo email: radioondasmentais@gmail.com , ou pelos telefones: 3266-8006 / 3266-5656. 

Ondas Mentais: um programa dentro do ar!

Sobre a Migração

A nossa pauta hoje é: Migração

  
 A primeira questão que nos acomete com relação a este assunto é qual a diferença entre Migração, Imigração e Emigração? Para isso recorremos ao significado formal da palavra "Migração" na língua portuguesa:

Migração
substantivo feminino

1. movimentação de entrada (imigração) ou saída (emigração) de indivíduo ou grupo de indivíduos, ger. em busca de melhores condições de vida [Essa movimentação pode ser entre países diferentes ou dentro de um mesmo país.].
2. eco deslocamento periódico de espécies de animais de uma região para outra, ger. associado a mudanças cíclicas de características ambientais.



Origem ETIM lat. migratĭo,ōnis 'passagem de um lugar para outro, emigração'
(Fonte: https://www.google.com.br/#q=migra%C3%A7%C3%A3o)

   Posto isso, entendemos que a grande maioria de nós é migrante (Se somos imigrantes ou emigrantes, isso vai depender do sentido do fluxo de nossa migração ou do ponto de vista de quem observa nosso fenômeno migratório ou do nosso próprio ponto de vista da chegada ou partida ou dos nossos antepassados ou etc). Este assunto surgiu na nossa pauta pela proximidade da 5a Semana do Audiovisual de Campinas - SP (SEDA) e este assunto foi um dos temas abordados na SEDA 2015. Porém, como sempre na nossa redação, o que surgiu como uma missão ganhou corpo, teve debate polêmico, acalorado, discordâncias e consensos. Bem, aqui está o resultado de nossa discussão.
Na nossa equipe, no dia de hoje 37,5% é campineira e os outros 62,5% é migrante. A população de migrantes do nosso Blog é originária de diferentes regiões do estado de São Paulo e até de outros estados. 
     A maior parte de nós imigrou e emigrou para várias regiões do estado de São Paulo pelas mais diversas razões:
     Por razões econômicas (em busca de trabalho ou em virtude da mudança de trabalho dos pais), estudo (formação profissional), de saúde (em decorrência da necessidade de tratamento). 
No geral moramos em cidades pequenas, médias e grandes. A maioria de nós não é muito simpática a ideia de morar na cidade de São Paulo pelo seu tamanho, estilo de vida e adversidades da vida na Metrópole. De forma unânime avaliamos que a migração é algo bom e vemos com bastante interesse o contato com pessoas de diferentes origens e culturas. É muito interessante para nós como contamos nossa própria história de migração, pois, ela é muito diversa. Diferentes detalhes nos chamam atenção nos lugares por onde passamos. 

   Mas nem tudo são flores, observamos com muita preocupação o fato de existir muita intolerância dirigida aos migrantes. Principalmente a intolerância dirigida aos imigrantes, este tipo de intolerância tem é conhecida como xenofobia. Nos perguntamos por qual razão esse tipo de comportamento acontece? Porque será que as pessoas tratam com desprezo ou indiferença pessoas que nem conhecem ou mal conhecem somente pelo fato dessas pessoas se mudarem de cidade, estado ou país em busca de novas experiências e oportunidades? Por que será que importa tanto para algumas pessoas e em alguns momentos para nós mesmos a forma como as pessoas falam e o jeito que se vestem? Por que será que muitas vezes esses sentimentos podem se transformar em atitudes violentas contra as pessoas e as vezes contra nós mesmos? Bem, de fato isso acontece. Quer queiramos ou não e nossa reflexão aqui busca esclarecer todos e todas nós que o mundo é de todos e todas nós e não são daqueles que são nascidos ou moram no lugar, cidade, estado, país, continente etc. A migração segundo nosso ponto de vista é a força motriz de muitas transformações importantes e aprendizagens na história da humanidade ao mesmo tempo que suas consequências podem ser devastadoras para algumas sociedades e culturas. 
      Para entendermos esse fenômeno é necessário pensar que o mundo e as coisas estão em constante mutação e na nossa opinião a migração é um dos pilares do que entendemos ser os sustentadores da transformação e o conhecimento social acumulado e disponível para todos e todas nós.  O que nos fez chegarmos até onde chegamos hoje.




   













terça-feira, 1 de setembro de 2015

Para melhor saúde mental, crie objetivos menores

As pessoas que criam muitos objetivos pessoais em suas vidas correm o risco de passar por mais stress. No entanto, um estudo aponta que não precisamos abdicar de nossos objetivos para não sofrer emocionalmente – apenas não devemos temer as falhas.
Um total de 43 estudos prévios sobre perfeccionismo e stress foram analisados pelos pesquisadores envolvidos nessa abordagem. Os resultados mostram que sustentar grandes expectativas não é necessariamente algo ruim. No entanto, para pessoas perfeccionistas, muito preocupadas com detalhes e que se sentem na obrigação de ter sempre o melhor desempenho possível, os efeitos emocionais podem aparecer. Mas é justamente o perfeccionismo o culpado, não a criação de objetivos. “Você pode falhar quantas vezes quiser, desde que você não sinta reflexos na sua autoestima”, disse Andrew Hill, psicólogo de esportes na Universidade York St. John, na Inglaterra.
O problema, no entanto, é que o perfeccionismo é um traço muito comum. De acordo com Hill, um dos estudos analisados mostrava que apenas 10% das pessoas dizem que não são perfeccionistas em nenhum aspecto da vida. Isso faz com que seja difícil encarar os tropeços da vida com tranquilidade, sem afetar a autoestima. A maioria das pessoas acabam se irritando e se sentindo derrotadas quando algo dá errado. Por isso, o perfeccionismo está ligado com problemas mentais e físicos, e até mesmo com morte prematura.
Hill sugere que as pessoas criem objetivos em uma espécie de ‘escada’. O especialista explica que, se você cria objetivos muito altos, e é perfeccionista, você irá se estressar no primeiro tropeço. Entretanto, com pequenos objetivos, que vão avançando aos poucos, as chances de você se estressar são menores.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Entre os Muros da Escola


Toda a ação de Entre os Muros da Escola (Entre les Murs, 2008) se passa nas salas, nos corredores e nos páteos de um colégio nos arredores de Paris, ao longo de um ano letivo. Mas o filme do francês Laurent Cantet (Em direção ao sul) evidentemente extrapola os muros e serve de comentário sobre a realidade no país - basta ver que não há negros e árabes (parcela significativa dos alunos) entre o corpo letivo, só na equipe de faxina.
É um drama contundente sobre o modo como a França lida com seus cidadãos saídos de ex-colônias, mas essa é a superfície. O vencedor da Palma de Ouro em Cannes 2008 tem muito a dizer também sobre a relação professor-alunos de modo geral, independente do contexto social. Mais do que contundente, é um drama sufocante sobre uma relação que acima de tudo é de poder - por mais que um professor tente se aproximar de seus estudantes, sempre vai existir uma barreira intransponível que os distancia.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Diário de Heath Ledger mostra como ele foi afetado pelo Coringa


Um documentário alemão sobre a vida de Heath Ledger está levantando novas informações sobre a morte do ator e a maneira como ele adentrou na mentalidade doentia do Coringa para o filme ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas‘.

Uma cena do documentário mostra o pai de Ledger, Kim Ledger, folheando um diário mantido pelo seu filho enquanto ele se preparava para viver o personagem. O diário é repleto de imagens bizarras, cenas dos quadrinhos do Batman, fotos de hienas e de Alex DeLearge, o psicopata do filme ‘Laranja Mecânica‘. A palavra “caos” também pode ser visto, escrito em letras maiúsculas e em destaque.


“Ele se trancou-se em um hotel, em seu apartamento, por um mês. Ele queria que o personagem entrasse em sua própria mente”, disse Kim Ledger. “Isso era típico de Heath em qualquer filme. Ele certamente mergulhava em seus personagens. Acredito que neste ele

foi em um nível jamais visto. “

Ledger morreu em janeiro de 2008, aos 28 anos. No ano seguinte, ele foi premiado com um Oscar póstumo por seu papel como o Coringa, e a estatueta pode ser vista no clipe ao lado do diário

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