quinta-feira, 19 de maio de 2016

O Homem que não estava lá

Ontem, acima da escada,
Conheci um homem que lá não estava.
Novamente, ele não estava lá hoje.
Gostaria, gostaria que ele embora fosse...

Quando cheguei em casa ontem às três,
O homem lá esperava por mim,
Mas quando olhei no corredor,
Não pude vê-lo ao redor!
Vá embora, vá embora, aqui não voltes mais!
Vá embora, vá embora, e, por favor, não bata a porta...

Ontem à noite acima da escada,
Um homenzinho que lá não estava,
Novamente, ele não estava lá hoje
Oh, como eu queria que ele embora fosse...


Hughes Mearns, 1899.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Visita ao Museu da Imagem e Som de Campinas

No dia 27 de abril de 2016 o grupo do blog do Tear realizou uma visita ao Museu da Imagem e do Som de Campinas. Fomos recebidos por três funcionários do museu que fizeram uma visita monitorada com nosso grupo. Nesta apresentação aprendemos que o prédio do MIS era a antiga residência de Joaquim Ferreira , o Barão de Itatiba, em 1908 o prédio foi vendido à Prefeitura de Campinas; a partir de 1968 se transformou no prédio da SANASA (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A); em 1996 foi transferido para Secretaria Municipal de Cultura e em 2004 o MIS (Museu da Imagem e do Som) se estabeleceu nesta sede, o antigo palácio dos azulejos.
Visitamos o acervo do MIS e tivemos a oportunidade de ver antigos equipamentos de som, maquinas fotográficas, filmadoras,  discos de musica, telefones, televisões e fotos que mostravam a memória audiovisual da cidade de campinas.
Nosso grupo achou muito interessante os objetos antigos e algumas pessoas se lembraram de como eram os rádios e televisões na sua infância. Lembraram que antigamente as famílias se reunião para ouvir o rádio, e depois para assistir as novelas na televisão.
Outra coisa que nos chamou a atenção foi a arquitetura do prédio, o piso, os azulejos e as pinturas nas paredes.
Ao final da visita fomos informados que o MIS realiza atividades abertas para a população, como as apresentações de cinema que acontecem às quartas a noite.

Museu da Imagem e do Som
Endereço Rua Regente Feijó, 859 - Centro
Horário de Visitação: 09:00 - 20:00
Telefone: (19) 3733-8800
E-mail principal: mis@campinas.sp.gov.br
E-mail do site: gabrielvince@miscampinas.com.br










18 de Maio - Dia Nacional da Luta Antimanicomial

A LUTA É AGORA!!!

Chamamos tod@s a unirem forças no ato em defesa da Reforma Psiquiátrica!


DIA: 18 de maio de 2016
HORÁRIO: 13h
LOCAL: Praça Carlos Gomes (Avenida Anchieta, Centro de Campinas)




Um pouco da história...

O Movimento da Luta Antimanicomial teve seu início marcado em 1987, em continuidade a ações de luta política na área da saúde pública no Brasil por parte de profissionais de saúde que contribuíram na própria constituição do SUS. Naquele ano a discussão sobre a possibilidade de uma intervenção social para o problema da saúde mental, especificamente, dos absurdos que aconteciam nos manicômios ganhou relevância, permitindo o surgimento específico deste movimento. Desde então a participação paritária de usuários de serviços e seus familiares se tornou característica deste movimento. Em 1987 estabeleceu-se o lema do movimento: "Por uma sociedade sem manicômios", e o 18 de maio foi definido como o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, data comemorada desde então em todo o país.

Pelo o que lutamos?

O Movimento da Luta Antimanicomial se caracteriza pela luta pelos direitos das pessoas com sofrimento mental. Dentro desta luta está o combate à idéia de que se deve isolar a pessoa com sofrimento mental em nome de pretensos tratamentos, idéia baseada apenas nos preconceitos que cercam a doença mental. O Movimento da Luta antimanicomial faz lembrar que como todo cidadão estas pessoas têm o direito fundamental à liberdade, o direito a viver em sociedade, além do direto a receber cuidado e tratamento sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos.
Por esta razão o Movimento tem como meta a substituição progressiva dos hospitais psiquiátricos tradicionais por serviços abertos de tratamento e formas de atenção dignas e diversificadas de modo a atender às diferentes formas e momentos em que o sofrimento mental surge e se manifesta. Esta substituição implica na implantação de uma ampla rede de atenção em saúde mental que deve ser aberta e competente para oferecer atendimento aos problemas de saúde mental da população de todas as faixas etárias e apoio às famílias, promovendo autonomia, descronificação e desinstitucionalização. Além dos serviços de saúde, esta rede de atenção deve se articular a serviços das áreas de ação social, cidadania, cultura, educação, trabalho e renda, etc., além de incluir as ações e recursos diversos da sociedade.

O Blog do Tear apresenta um depoimento do participante Nilton, que vivenciou e vivencia a experiência da saúde mental.

"Eu acho que a Reforma Psiquiátrica, introduzida no país, foi muito importante para o restabelecimento de muitas pessoas com sofrimento psíquico. A partir do momento em que se compreendeu que os hospitais psiquiátricos não seriam o melhor meio de tratamento, principalmente a internação, fizeram com que os pacientes pudessem ser inseridos no meio social, juntamente com seus familiares. As internações trazem muito sofrimento para todos. Nos hospitais toma-se medicamentos muito fortes, o sujeito é afastado do mundo, das pessoas, passam a ser motivo de chacota, e até mesmo serem confundidos com espíritos malignos. A impressão que tenho é que as pessoas com sofrimento psíquico estavam à margem da sociedade, sem nenhum direito. Juntamente com os profissionais e os familiares, os sujeitos com sofrimento psíquico lutaram por uma mudança na forma de tratamento, entendendo que a internação não é o melhor caminho para cuidar. Ainda falta muito para conseguirmos os nossos objetivos, que é o fechamento de todos os hospitais psiquiátricos do país. Mas já temos muitas vitórias, pois muitos hospitais já foram fechados definitivamente. Depois dessa mudança, eu hoje me sinto uma nova pessoa. Esperamos que os CAPS não fechem." (Nilton, participante do Blog do Tear e usuário da rede de saúde mental de Campinas).

retrocesso ou realidade..

nas ultimas semanas tivemos 2 assembleias ,uma no tear das artes e outra na casa de cultura andorinhas, com a presença do vereador tourinho e das representantes da secretaria de cultura,e muitos usuarios também participaram,o que foi definido nestas reuniôes? na minha opiniâo nada, ou seja promessas e mais promessas,alias todas as reuniões é assim,no meu ponto de vista as casas de culturas de todas as regiôes de campinasou projetos ligados a cultura nunca esteve tâo ameaçado como agora,falta de funcionarios,falta de manuntençâo são alguns dos varios problemas enfrentados,na verdade o prefeito jonas donizetti nunca mostrou boa vontade com as casas de culturas de campinas, por ele e sua equipe essas casas ja estavam fechadas, e eu acho que aous poucos ele vai conseguindo, minando aos poucos as casas de culturas com plobremas que eu ja  relatei,uma coisa eu digo ,só com a mobilizaçào popular podera reverter esse quadro, com protestos e com a mobilizaçâo popular, porque foi assim quando tentaram fechar o tear das artes,, mas hoje eu confesso que nós temos que fazer uma mea culpa,com todo o respeitos que todos os funcionarios destas casas mereçem direta ou indiretamente me pareçe que não tem a mesma força dos antigos colaboradores,não sei se é por uma participaçâo ou idéias éticas politicas ideologicas,ou essas seguidas transiçôes de funcionarios que muitas vezes atrapalham todos, funcionarios e pacientes,meus amigos(as) a situaçâo é critica, se não ouver mobilizaçâo e luta, nâo consequiremos vençer mais esse obstaculos,e lembre-se nada foi conquistados de graça, foi com muita luta, avante , vamos a luta...

domingo, 15 de maio de 2016

Fotógrafa conta como venceu batalha contra esquizofrenia após 10 anos sem sair de casa

Eu tinha cerca de 20 anos e estudava na universidade quando fiquei muito mal. Tinha vindo de um vilarejo rural em Devon e era minha primeira vez em uma cidade.
Quando cheguei à universidade foi assustador, mas fiz alguns amigos e estava gostando do curso de teatro. Mas não conseguia me livrar dos pensamentos depressivos que tive durante minha adolescência.
Tinha três empregos para pagar pela faculdade e ainda tinha que estudar. Tudo isso foi muito pesado.
Com o passar do tempo parei de dormir e foi aí que os problemas realmente começaram.
Senti como se o mundo tivesse perdido as cores. É a única forma de descrever. Tudo se transformou em um tom tedioso de cinza.
Pensamentos e frases começaram a desaparecer de minha mente. Eu pensava em algo e deixava ir embora. Puf! E não conseguia falar. As palavras simplesmente não saíam da minha boca.
Eu tinha medo o tempo todo, especialmente quando comecei a ouvir outras vozes no rádio e na TV. Eu não sabia o que estava acontecendo e não tinha ideia do quanto eu já estava doente.
Um fim de semana minha tia e meu tio me visitaram e, enquanto andávamos pela cidade, notei que não havia pessoas, de repente todas elas desapareceram e todos os prédios tinham desabado. Eu estava andando sozinha em uma cidade abandonada.
Claro que isto não estava acontecendo de verdade, mas quando você está no meio de um episódio psicótico aquela experiência do mundo é sua realidade. Não é como se estalando os dedos você pudesse voltar ao normal.
Aquele período da minha vida é incrivelmente nebuloso para mim. Eu estava tão confusa, assustada e cansada que realmente não me lembro de muita coisa.
E, porque eu não conseguia falar, não conseguia dizer para meus amigos e família o quanto a situação estava grave. Na verdade, acho que nem percebi. Quando você vive a psicose, na maior parte do tempo você está assustada demais para falar.
Um dia saí de casa, desorientada, sem saber onde estava indo. Sem ninguém para ajudar, vaguei pelas ruas da cidade sozinha e confusa, entrando em ônibus para tentar ir para casa sem saber para onde eles iam.
De alguma forma – até hoje não sei como – alguns amigos me encontraram angustiada e me levaram para a casa dos meus pais em Devon. Depois disso, eu não saí da casa durante dez anos.
Meus pais me levaram para um psiquiatra que conversou gentilmente comigo e me deu remédios para diminuir os chamados sintomas "positivos" da esquizofrenia. Entre estes estão alucinações, ilusões e a confusão que eu estava tendo.
Foi muito bom ouvir o diagnóstico. Esquizofrenia. Pelo menos eu sabia com o que tinha que lidar, tinha uma resposta e poderia seguir em frente.
Os medicamentos ajudaram quase imediatamente, mas eu realmente queria conversar com alguém em sessões de terapia. Naquela época havia uma falta de verbas para este tipo de tratamento na rede pública, algo que continua sendo um problema para pessoas com problemas mentais hoje.
Com os remédios, comecei a fazer pequenos avanços para me recuperar. Comecei a falar um pouco e conseguia tomar banho, os cuidados pessoais básicos. Qualquer um que diga que doença mental não é debilitante está errado.
Infelizmente, os remédios tiveram um efeito na minha saúde física e, no fim do ano seguinte, eu tinha engordado 63,5 quilos devido aos efeitos colaterais.
Quando engordei tudo ficou mais difícil. Me sentia pouco atraente, relutante em ver meus amigos e ainda tinha medo de sair, então era difícil me exercitar.
Depois de alguns anos consegui um emprego em um pub local. Colocava os fones de ouvido e ouvia música enquanto trabalhava, então eu gostava muito. Mas, infelizmente, eu ficava doente e não conseguia manter um emprego. Tudo parecia ser um círculo vicioso.
Então, algo miraculoso aconteceu e eu acabei fazendo alguns amigos. Eu gostava muito de arte e música antes de ficar doente e minha mãe me convenceu a entrar em um grupo de teatro local.
Fiquei com medo da perspectiva de conhecer novas pessoas e atuar em um palco, mas todos me receberam bem e eu fiquei com um papel na peça que estavam encenando.
Não conseguia lembrar minhas falas, mas ninguém parecia se importar, os outros eram rápidos e engraçados e conseguiam preencher quando eu esquecia.
Meu melhor amigo no grupo, Tristan, me apoiava muito. Contei a ele que tinha esquizofrenia, ele já tinha passado por problemas de saúde mental também. Um dia ele anunciou que planejava entrar em uma universidade e sugeriu que eu tentasse também.
Estava aterrorizada, mas, com o apoio dele, tentei. Para minha surpresa, fui aceita na Escola de Arte Chelsea. Minha vida começou.
Comecei a fazer fotos e filmes que expressavam como eu meu sentia. Me comunicava melhor por aqueles meios do que por palavras.
Outro passo importante foi que fui indicada para uma ótima equipe de saúde mental que me ajudou a obter o apoio que precisava para ser mais independente. E os funcionários e estudantes do colégio de arte me deram todo o apoio que precisava.
Dois anos atrás, tive outro pequeno problema quando meu ganho de peso me impediu de me recuperar totalmente de uma infecção e passei dez dias em cuidados intensivos com um caso grave de asma.
Felizmente fiquei bem depois, o bastante para uma cirurgia que me ajudou a perder peso, outro passo importante na minha recuperação.
Comecei a trabalhar como voluntária em uma instituição de caridade local voltada para saúde mental, o que me deu mais experiência. Eles me indicaram para terapia, o que foi fundamental na minha recuperação.
Mas a organização teve cortes de verbas e o escritório onde eu trabalhava foi fechado.
Antes disso, eles me ajudaram a tentar o mestrado na Royal College of Art e eu comecei a trabalhar como professora. Agora estou tentando o doutorado.
Precisei de 20 anos para chegar a este ponto da recuperação e ainda tenho problemas. Esquizofrenia é uma doença muito difícil de conviver e tenho sorte de ter o apoio da minha família e amigos.
Se pudermos desafiar o preconceito, conseguir investimento apropriado em saúde mental, demonstrar gentileza e dar apoio aos que enfrentam problemas como esquizofrenia, então as pessoas não serão abandonadas pelo tempo que eu fui.

sábado, 14 de maio de 2016

CHAVES,MEU SERIADO FAVORITO 4

CHAVES
LOTE DE 1992

1973
1 EPISÓDIO DUBLADO

AS APOSTAS/LADROES ESPERTOS/BRINCANDO DE ESCOLINHA

1976
3 EPISÓDIOS DUBLADOS

O CASTIGO VEM A CAVALO PARTE 2
O DESJEJUM DO CHAVES PARTE 1
A GRANDE FESTA PARTE 1

1977
1 EPISÓDIO DUBLADO

AS PAREDES DE GESSO PARTE 4

1978
4 EPISÓDIOS DUBLADOS

PAI POR ALGUMAS HORAS PARTE 2
SEU MADRUGA,O SAPATEIRO PARTE 3
O CONCURSO DE BELEZA
A ESCOLINHA DO PROFESSOR GIRAFALES

1979
1 EPISÓDIO DUBLADO

O DIA DE SÂO VALENTIM PARTE 2

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Nelson Gonçalves

Seus pais eram portugueses e, logo após seu nascimento, transferiram-se para São Paulo, passando a residir no bairro do Brás. Na adolescência, empregou-se como garçom no bar de seu irmão, situado na Avenida São João, passando a partir de então a freqüentar bares de boêmios e músicos. Aos 16 anos, tornou-se lutador de boxe na categoria de peso-médio. Dois anos mais tarde, tentou a sorte como cantor, num programa de calouros apresentado por Aurélio Campos, na Rádio Tupi de São Paulo, tendo sido reprovado. Numa nova tentativa realizada na semana seguinte, conseguiu ser contratado para o programa. Em 1939, foi dispensado da rádio, transferindo-se então para o Rio de Janeiro. Nos anos 1950, envolveu-se com drogas, problema que causaria a interrupção de sua carreira em 1962. Três anos mais tarde foi preso em São Paulo, sob a acusação de tráfico, da qual foi absolvido em julgamento. Foi considerado um dos maiores cantores do Brasil, cuja atuação perdurou de 1941 até sua morte em 1998.