CHAVES
LOTE DE 2007
1972
1 EPISÓDIO DUBLADO
A FESTA DO BOA VIZINHANÇA [DUBLAGEM 2]
1973
5 EPISÓDIOS DUBLADOS
O PÉZINHO DE CHIRIMÓIA
BARBA,CABELO E GRAXA
A FESTA DA PICHORRA [DUBLAGEM 2]
O NATAL DA BOA VIZINHANÇA [DUBLAGEM 2]
FELIZ ANO NOVO VIZINHANÇA [DUBLAGEM 2]
1975
1 EPISÓDIO DUBLADO
A EXPLOSÂO DO NHONHO
1976
5 EPISÓDIOS DUBLADOS
A VENDA DA VILA PARTE 2 [DUBLAGEM 1]
A VENDA DA VILA PARTE 2 [DUBLAGEM 2]
SER PEQUENO TEM AS SUAS VANTAGENS [DUBLAGEM 2]
O FESTIVAL DA BOA VIZINHANÇA PARTE 4 [SEGUNDO BLOCO]
PRESENTES DE NATAL [DUBLAGEM 2]
1977
1 EPISÓDIO DUBLADO
O RETORNO DA CHIQUINHA [DUBLAGEM 2]
1978
1 EPISÓDIO DUBLADO
DEUS AJUDA QUEM CEDO MADRUGA
1979
1 EPISÓDIO DUBLADO
TORTINHAS DE MERENGUE,SEM AÇUCAR
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Entrevistando Victória Junqueira
No dia de hoje retornou para o Blog do Tear uma de nossas participantes, Victória, que fez uma viagem para Barcelona e Girona para a realização do estágio eletivo referente ao Programa de Residência de Saúde Mental e Coletiva da Unicamp.
Como são os serviços de saúde mental na Espanha?
O sistema de saúde mental nestes lugares é diferente do que conhecemos. Visitei dois lugares diferentes na Espanha:
Barcelona - Em Barcelona, por exemplo, existem algumas diretrizes que regem a rede de saúde mental, porém existem mais de 60 organizações de saúde
que gerenciam serviços diferentes.
Lá conhecemos uma ONG que gerencia serviços destinados ao cuidado de pessoas usuárias de álcool e outras drogas. Visitamos um CAS (centro de atenção e seguimento), neste serviço existem duas salas de uso de substâncias supervisionadas, ou seja, os usuários podem fazer uso nestas salas e serem acompanhados por uma equipe de saúde neste momento.
Tem pessoas que acham que essa proposta incentiva o uso, mas avaliei que não, já que as pessoas se aproximam de outros serviços de saúde a partir destes atendimentos. Achei estes equipamentos muito interessantes, trata-se de partir da lógica da redução de danos para construir novas ações no território.
Por outro lado, estas ONGs são muito diferentes entre si, o que faz com que a rede de saúde fique mais fragmentada.
Tem pessoas que acham que essa proposta incentiva o uso, mas avaliei que não, já que as pessoas se aproximam de outros serviços de saúde a partir destes atendimentos. Achei estes equipamentos muito interessantes, trata-se de partir da lógica da redução de danos para construir novas ações no território.
Por outro lado, estas ONGs são muito diferentes entre si, o que faz com que a rede de saúde fique mais fragmentada.
Girona - Em Girona fomos recebidas por uma organização chamada IAS (instituto de assistência sanitária) responsável por gerenciar todos os serviços da rede de saúde mental. Segundo algumas pesquisas Girona é a região da Espanha que menos interna usuários, sendo considerado referência nos cuidados comunitários em saúde mental. Contudo, notamos que ainda assim há mais internações que em Campinas. Assim, penso que campinas avançou muitos nos cuidados comunitários em saúde mental.
Os serviços de usuários de drogas e pessoas com transtornos mentais são diferentes e muitas vezes ficam distantes um do outro, o que pode dificultar o cuidado.
Existem Centros de Saúde Mental, que são parecidos com os CAPS. Fazem atendimentos individuais e em grupos. Tem Centros de Reabilitação, onde fazem grupos/atividades externas e em centros Cívicos, que são parecidos com os CIC' s, e podem ser utilizados por todas as pessoas do bairro.
Os serviços são abertos para a população?
Em Barcelona e Girona é necessário um encaminhamento de algum médico da saúde mental para se inserir tanto no Centro de Saúde Mental quanto nos centros de Reabiliação, o que é diferente de como acontece no Brasil, em que não necessariamente precisa de um encaminhamento para acessar o CAPS ou o CECCO.
Como foi trabalhar em um país desenvolvido, como a Espanha, em comparação com um país em desenvolvimento, como o Brasil?
Observei muitas diferenças na situação sócio econômicas nestes lugares em comparação ao Brasil.
O suporte da seguridade social na Espanha é muito mais eficaz que no Brasil. Por exemplo, o usuário quando passa por perícia médica para a avaliação de benefício, não demora a receber.
Em Girona a renda per capita é muito alta, portanto, é uma região com muito recursos econômicos. Por exemplo, fui em Visita Domiciliar na qual os profissionais da saúde diziam ser uma região pobre, mas que tinham condições econômicas muito melhores doo que vemos em Campinas.
Me impressionou a quantidade de pessoas em tratamento que conseguem independência financeira, o que também se dá em decorrência da existência das empresas sociais. Trabalho forte na inserção de pessoas em tratamento nos trabalhos formais.
Como você lidou com a diferença de língua?
Eu falo espanhol. Mas em Girona, onde falam prioritariamente o Catalão, foi um pouco mais complicado, mas me virei bem com o espanhol.
Há serviços que auxiliam na luta contra o preconceito?
No Centro de Reabilitação conheci um grupo muito interessante que faz um trabalho nas escolas, onde conversam com os alunos sobre saúde mental com a ideia de debater sobre o estigma.
Há também o Centro Cívico, como o CIC no Brasil, que é um centro comunitário, que funciona com profissionais da administração e com uma equipe como nos CECCOS. O que é legal é que os usuários ocupam muito mais os espaços. Possuem mais recursos financeiros. Por exemplo, participei de um grupo de Culinária onde os participantes do grupo contribuem com 3 euros e o resto das compras são feitas pela equipe. Este dia cozinhamos salada e macarrão carbonara!
O que você não gostou nos serviços de saúde mental na Espanha?
Teve uma coisa na Espanha que não gostei. Nos Centros de Saúde Mental não há a possibilidade de ficar em leito quando há necessidade de tratamento intensivo. O único recurso é a internação hospitalar. Ainda que digam que é por curto prazo, há mais internações que em Campinas. O sistema é mais hospitalocêntrico. Quando uma pessoa não está bem, e tenta o suicídio, por exemplo, o usuário é internado, e muitas vezes, a internação acaba sendo de longo prazo. Conheci pessoas que já estavam internadas há 3 meses. O que é diferente no Brasil, que conta com os CAPS III para o tratamento intensivo de usuários da saúde mental no território.
Como é a avaliação da qualidade dos serviços de saúde mental na Espanha? Os usuários tem espaço para darem suas opiniões?
Achei que a Espanha tem menos espaços para o controle social dos usuários que em Campinas. Onde mais vi a participação dos usuários foi nos centros de reabilitação em Girona.
Lá também existem comunidades terapêuticas, onde moram pessoas usuárias de drogas, mas que diferente do Brasil, não tem um viés religioso. Não tive tempo de visitar essas comunidades, que são mais afastadas do centro. Existem também apartamentos que os usuários dividem que funcionam de forma semelhante as nossas residências terapêuticas no Brasil.
O que você mais gostou na sua experiência na Espanha?
Eu gostei muito de Barcelona. Gostei muito do clima, das pessoas, da arquitetura, que é linda. Me senti muito acolhida na cidade. Quero voltar!!!
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Tô pê-da-vida!

No dia de hoje o grupo do Blog conversou sobre episódios de conflito que acontecem a partir de sentimentos de raiva e descontrole. Conversamos também sobre as diferentes formas de lidar com esses sentimentos e como evitar tais situações.
Um dos participantes relembrou o caso do lutador de boxe, Mike Tyson, que em uma de suas lutas, em que estava perdendo para o outro lutador, mordeu a orelha do mesmo, ferindo-o seriamente. Na opinião do grupo, Mike Tyson perdeu o controle a partir do sentimento de raiva decorrente de uma possível derrota.
Também conversamos sobre episódios de brigas no trânsito, concluindo que, muitas vezes, o descontrole e as brigas nessas situações decorrem de muitos outros fatores anteriores que acontecem na vida que vão nos deixando nervosos.


Um dos participantes comentou que estava se sentindo dessa forma e que gostaria de ter um saco de pancadas para poder usa-lo e descarregar a raiva. Outro participante comentou que quando está muito nervoso reza para se acalmar. Conversar com alguma pessoa para se acalmar também sempre faz bem, ou tentar um acordo para resolver o problema.
Uma outra forma de lidar com o sentimento de raiva é ocupar-se com algo que faça sentido, com algo que gosta, como o trabalho, ou algum hobbie, como ouvir música ou praticar atividade física.
Alguns participantes também referiram que preferem ficar reservados e guardar para si o sentimento a fim de não gerar briga, ou até mesmo chorar para aliviar.
O grupo chegou a conclusão que é difícil manter a razão quando nos descontrolamos e que muitas vezes não percebemos os múltiplos fatores que nos deixam nervosos no cotidiano e acabamos descontando em outra pessoa quando determinado episódio, as vezes de pequena proporção, acontece.
Por isso, é importante sempre termos na manga formas de lidar com esses sentimentos para evitar os conflitos e situações de violência.
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
A Sexualidade em Debate
Como é a nossa sexualidade?
A sexualidade nos homens e nas mulheres é diferente?
Acreditamos que a sexualidade não se resume só ao sexo. Achamos que tem a ver com muitas outras coisas que envolvem a relação entre as pessoas.
Alguns de nós acham que esse assunto é extremamente particular e não deve ser tratado publicamente. Outros acham que o debate é público e que é nosso direito saber de informações básicas e esclarecer nossas dúvidas..
Porém, uma conclusão é que ainda esse assunto ainda é tabu, ou seja, grande parte de nós não se sente à vontade ou bem acolhido pelas outras pessoas para conversar sobre esse assunto.
Um fato que nos impressiona é como essa questão está relacionada a muitas outras dimensões da vida. Estudiosos como Freud e Jung acreditaram por muito tempo que a maioria dos conflitos vividos pelas pessoas tinham a ver com problemas em sua sexualidade. O filme "Um Método Perigoso" ilustra uma parte desse debate.
Questões originadas a partir do machismo e o feminismo também influenciam a sexualidade.
Sobre o sexo achamos que é bom. O sexo não tem que ser obrigatório e que mulheres e homens tem o direito de não fazer sexo quando não quiserem. No nosso grupo falamos do desconforto, inclusive, quando o nosso parceiro ou parceira quer ter relação sexual e a gente não quer e como é desagradável as brigas que acontecem por causa disso.
Na saúde mental entendemos que infelizmente a sexualidade das pessoas com transtorno mental é extremamente negada ou negligenciada.
Pessoas do nosso grupo contaram que tem remédios que diminuem o apetite sexual (libido). Conhecemos casos de homens que após tomar os remédios do tratamento tornaram-se impotentes e nunca tiveram a oportunidade de conversar com os (as) profissionais sobre isso ou que quando tentaram falar não foram escutados.
Temos experiências no grupo de pessoas que conseguem conversar com amigas e amigos sobre essas questões e na terapia com psicólogas ou seus terapeutas.
Sentimos que temos muitas dúvidas, discordâncias e preconceitos.
Tem pessoas do nosso grupo que acreditam que existem papéis que são de homens e mulheres na sociedade. Entretanto, outras pessoas acham que homens e mulheres tem responsabilidades comuns e que precisam ser divididas na casa e na vida.
Sobre relações homoafetivas, entre pessoas do mesmo sexo, concluímos que apesar de várias pessoas do não concordarem ou acharem normal a relação de homem com homem e de mulher com mulher é preciso respeitar, pois todas as pessoas tem direitos. Concordamos que a orientação sexual das pessoas é direito e não sinônimo de doença.
Falamos sobre muitas outras coisas também como a traição e a reação de homens e mulheres com esse fato.
Entendemos que cada um tem a sua forma de pensar, mas, podemos mudar de opinião.
Portanto, é preciso respeitar.
Equipe Tudo Acontece
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Sobre as vozes, preconceito, intolerâcia e o perdão
Se é ou não é normal, isso não nos importa muito. Pois, é fato que existem muitas pessoas que ouvem vozes que ninguém ouve, falam com elas e falam sozinhas.
Muitos participantes do nosso grupo ouvem vozes ou falam sozinhos. O que nos preocupa é porque as pessoas tem tanto preconceito com isso? Falar sozinho é um hábito de muitas pessoas. Muitas vezes pensamos alto ou conversamos conosco mesmo. Já as pessoas que ouvem as vozes contam que não tem controle sobre isso e que ouvir vozes de pessoas que ninguém vê, não é necessariamente uma coisa ruim. Tem gente que conversa com pessoas queridas que já faleceram, ouvem a voz da consciência, ouvem vozes de pessoas que conhecem e também ouvem vozes que pedem para eles fazerem coisas.
As vozes falam coisas boas e ruins. Então é necessário avaliar o que fazer. É como na vida com as pessoas. As pessoas nos dizem coisas boas e ruins e por isso temos sempre que procurar ficar com aquilo que nos faz bem.
É necessário colocar-se no lugar das outras pessoas antes de tomar uma atitude, nós também temos opiniões equivocadas e agimos de forma impulsiva, não percebemos muitas vezes que magoamos as pessoas.
Ao falar sobre esse assunto chegamos a um ponto comum em várias situações vividas: o preconceito.
O preconceito provoca intolerância que gera muito sofrimento. Tem gente que já foi discriminado e que já sofreu violência por ouvir vozes e falar sozinho.
Achamos que o preconceito, a intolerância e a violência não resolvem nada e pensamos que é fundamental resolver problemas com diálogo, sem ter que brigar ou fazer coisas contra a vontade das pessoas.
Entendemos que mesmo quando as pessoas são intolerantes e nos magoam devemos conceder o perdão. O perdão não é igual para todas as pessoas e devemos inclusive saber como lidar com isso. Tem gente que não guarda mágoa. Mas as vezes "pisamos na bola" com alguém e mesmo pedindo desculpa a pessoa ainda precisa de um tempo para conseguir nos desculpar.
Temos que aprender a lidar com isso e encontrar a melhor forma de conviver com esse sentimento.
Equipe Tudo Acontece
"Do inimigo aperte a mão com doçura e sem rancor ao contato do perdão toda pedra vira flor"
Rivaldo De Sousa
As vozes falam coisas boas e ruins. Então é necessário avaliar o que fazer. É como na vida com as pessoas. As pessoas nos dizem coisas boas e ruins e por isso temos sempre que procurar ficar com aquilo que nos faz bem.É necessário colocar-se no lugar das outras pessoas antes de tomar uma atitude, nós também temos opiniões equivocadas e agimos de forma impulsiva, não percebemos muitas vezes que magoamos as pessoas.
Ao falar sobre esse assunto chegamos a um ponto comum em várias situações vividas: o preconceito.
O preconceito provoca intolerância que gera muito sofrimento. Tem gente que já foi discriminado e que já sofreu violência por ouvir vozes e falar sozinho.
Achamos que o preconceito, a intolerância e a violência não resolvem nada e pensamos que é fundamental resolver problemas com diálogo, sem ter que brigar ou fazer coisas contra a vontade das pessoas.
Entendemos que mesmo quando as pessoas são intolerantes e nos magoam devemos conceder o perdão. O perdão não é igual para todas as pessoas e devemos inclusive saber como lidar com isso. Tem gente que não guarda mágoa. Mas as vezes "pisamos na bola" com alguém e mesmo pedindo desculpa a pessoa ainda precisa de um tempo para conseguir nos desculpar.
Temos que aprender a lidar com isso e encontrar a melhor forma de conviver com esse sentimento.
Equipe Tudo Acontece
"Do inimigo aperte a mão com doçura e sem rancor ao contato do perdão toda pedra vira flor"
Rivaldo De Sousa
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Oração
para o Tear das Artes (Nilton Lisboa)
Senhor
meu bom Deus
Abençoai
aqui quem chega nesta casa
Procurando
um pouco de alegria, esperança, amizade...
E
dias melhores
Ó
meu bom Deus
Pedimos
humildemente
que
nos dê forças e sabedoria para que nós do Tear
Possamos
levar um pouco de alegria, esperança e conforto...
Aos
que aqui chegam
Pedimos
ao nosso bom Deus
Que
olhai aqui quem chega e quem sai
Ó
meu bom Deus
Pedimos
que cada amanhecer seja de alegria e paz
Ó
meu bom Deus
Pedimos
a vossa benção
E
nunca deixe faltar nada no Tear das Artes
Que
possamos continuar levando um pouco de paz, alegria e esperança
Para
todos que aqui chegam
Obrigada
Senhor!
Muito Obrigada ao amigo Nilton Lisboa por tão lindas e abençoadas palavras!
Essa oração está afixada no mural de entrada do serviço!
Elvira Braga
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Eleições 2016: a política em debate
Hoje o grupo do Blog discutiu sobre as eleições.
Os participantes do grupo acreditam que é muito importante votar. Porém as pessoas estão desacreditando na politica. Achamos que é importante que a cidade tenha esporte, educação, saúde, transporte e cultura. Acreditamos que o transporte piorou na nossa cidade.
Muitas vezes os eleitores votam em candidatos a partir dos seus próprios interesses, não se preocupando com o bem comum.
Outros eleitores votam nulo. Dessa forma beneficiam o candidato que está ganhando.
Por que as pessoas anulam seu voto?
Acreditamos que pode ser como forma de protesto para demonstrar insatisfação.
Outra questão levantada pelo grupo é o fato de usuários dos serviços de saúde mental sofrerem preconceito nas discussões sobre politica. As suas opiniões não são consideradas. Entendemos que isso é um desrespeito ao direito dessas pessoas, pois entendemos de política sim!
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