quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Elefante Branco


O filme do cineasta argentino Pablo Trapero (Leonera) joga o espectador logo de início num cenário de guerra. Em algum lugar perdido nos rincões da floresta amazônica paramilitares promovem uma chacina. Eles procuram por um homem que se esconde na mata e observa o massacre dos indígenas sem poder intervir. O alvo dos guerrilheiros escapa, se recupera e vai parar na Argentina. O cenário agora é urbano, mas a guerra continua sendo o pano de fundo da história de Elefante Branco. Conflitos dos mais diversos vividos por seus protagonistas, os padres Julián (Ricardo Darín) e Nicolas (Jérémie Renier) e a assistente social Luciana (Martina Gusman).

Nicolas é o homem alvo das FARCs que vemos no início do filme. Depois de ter seu trabalho religioso e social interrompido violentamente na floresta, é convidado a trabalhar numa comunidade carente da Argentina pelo padre Julián. O lugar, que dá nome ao filme, é uma favela surgida no entorno de uma edificação gigantesca inacabada, um prédio abandonado onde seria construído o que seria o maior hospital da América Latina. É neste cenário de vielas e becos, onde a criminalidade grassa, ambiente bem conhecido dos brasileiros, que Trapero lança seu olhar sobre este universo à parte dentro das grandes metrópoles. Mas, ao contrário do que costumeiramente ocorre nas produções brasileiras sobre o tema, Elefante Branco não recai no reducionismo da elites intelectuais e no discurso político demagógico.

O roteiro de Alejandro Fadel, Martín Mauregui, Santiago Mitre e do próprio Trapero entrelaça com destreza conflitos sociais e individuais. A favela é dominada por dois traficantes rivais que disputam território em conflitos sangrentos. Para suas fileiras,  agrupam  crianças e adolescentes que Julián, Nicolas e Luciana tentam livrar do mundo das drogas e da criminalidade. Uma batalha diária que parece difícil de ser vencida, cujos inimigos não são apenas os criminosos, mas também o poder público ausente que, quando se manifesta, é pelo uso da força de seus agentes de segurança.

Elefante Branco humaniza seus personagens, algo que o cinema argentino faz muito bem. Dilemas éticos e dúvidas permeiam o dia a dia dos protagonistas, que não são tratados como mártires apesar da nobreza de suas intenções. O padre Julián se sente cansado, desmotivado e teme perder o interesse pela comunidade. A abnegada Luciana pensa em desistir de tudo diante do pouco êxito de suas ações para a conclusão de um projeto de habitação refreado pela burocracia estatal. Nicolas se vê dividido entre continuar o trabalho de evangelização começado pelo padre Júlian ou abdicar de sua vocação sacerdotal para ter uma vida comum.

O longa é uma grande homenagem e também um mergulho na vida dessas pessoas que se entregam de corpo e espírito a ajudar seus semelhantes. É elogiável a sobriedade estética e narrativa de Trapero, que permeia seu filme de muita credibilidade e respeita seu espectador dando margem e tempo para que este avalie e reflita sobre o que vê na tela. Elefante Branco faz dura crítica à apatia dos governantes, à truculência policial, à hierarquia religiosa e ao discurso cristão-marxista quimérico de luta e justiça social. Tudo num tom distante do blablablá panfletário recorrente em produções brasileiras do gênero. Temos muito que aprender com os hemanos nesse sentido.

Carta à Éderson Estevan

    Alô caro Éderson, aqui quem escreve são seus amigos da oficina de escrita do Tear das Artes, estamos com saudades de você por causa das suas ausências nos últimos meses. Não sabemos a causa de você não ter comparecido mais nas quartas feiras pela manhã aqui no Tear, sua presença é muito importante para todos nós porque suas questões, diálogos e debates cooperam conosco. Esperamos que você esteja bem de saúde e também seus familiares, gostaríamos de tê-lo novamente no grupo na próxima semana. Enfim, gostaríamos de sua resposta em relação a tudo quanto falamos ao seu respeito e esperamos, se por acaso não tiver nenhum problema, que quarta feira você venha aqui no Tear das Artes.

Equipe de escrita do Tear das Artes.




quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Esquizofrênia crônica




Diferentemente da esquizofrenia aguda, a esquizofrenia crônica é uma condição de longa duração, que compartilha alguns sintomas com a forma aguda, tais como alucinações e delírios.
Algumas vezes, a pessoa que sofre de esquizofrenia crônica parece acostumar-se com estes pensamentos desordenados, como por exemplo, pode estar convencida de que alguém tenta capturá-la. Mas este convencimento não provoca nenhuma reação emocional.

Sintomas negativos

Os sintomas mais comuns da esquizofrenia crônica são:
- Retração social.
- Lentidão e falta de atividade.
- Falta de interesse ou de vontade para conversar.
- Idéias ou comportamentos estranhos.
- Abandono do cuidado pessoal.
- Depressão.
Esses sintomas são chamados “negativos” e não aparecem em todos os casos.
O estado de longa duração se caracteriza por:
- Falta de interesse ou vigor.
- Pouca atividade.
- Retração social.
Se são deixados sozinhos, podem passar longos períodos de tempo sem fazer nada, ou repetindo atividades sem sentido, vez ou outra. Algumas vezes podem abandonar seriamente o seu cuidado pessoal.

Tratamento

Os sintomas “positivos” da esquizofrenia (alucinações, por exemplo), podem ser tratados efetivamente com drogas antipsicóticas, mas têm pouco impacto sobre os sintomas negativos, como a falta de motivação e ânimo.
A psicoterapia e a terapia cognitiva comportamental podem ser úteis neste caso.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O BENEFÍCIO DE BUSCAR AJUDA


Entenda as diferenças entre as psicoterapias antes de escolher a sua

Se você decidiu fazer terapia, saiba que existem vários tipos e entenda os métodos


Atualmente terapia se tornou algo comum, as pessoas procuram esse tipo de tratamento quando estão tristes, com alguma doença emocional ou mesmo para se conhecer melhor. Mas como nada na vida é simples, não adianta apenas escolher fazer psicoterapia, é preciso decidir qual o tipo que será seguido. "Na verdade existem várias abordagens diversas que podem ser utilizadas ao longo de cada situação", explica Fernando Elias José, psicólogo clínico e mestre em Cognição Humana pela PUC-RS.

Claro que não é só a metodologia usada pelos diferentes profissionais que é importante. "Mais relevante para o tratamento é o vínculo estabelecido entre o paciente e psicoterapeuta", ressalta Emília Afrange, vice presidente da Associação Brasileira de Psicoterapia (ABRAP). Ainda assim, o perfil de cada pessoa pode se encaixar melhor em um determinado tipo de psicoterapia. Para ajudá-lo a escolher, elaboramos um guia com as mais comuns aqui no Brasil e de que forma elas trabalham: 

Psicanálise freudiana

O autoconhecimento é a chave desse tipo de psicanálise, baseada no pensamento de Freud. "Ela foca o inconsciente e traz seus problemas para o consciente. Normalmente a consulta leva um tempo maior e o psicanalista aborda a história do paciente, suas relações familiares e principalmente a infância", ensina Priscila Gasparini, psicanalista da Universidade de São Paulo (USP). Normalmente o profissional não faz um direcionamento, deixando com que a pessoa decida sobre o que quer falar. Normalmente é indicada para pessoas que, mais do que simplesmente sanar um problema, estão atrás de descobrir a origem e a chave de suas questões e se conhecer mais. 
Paciente conversando com psicóloga - Foto: Getty Images

Psicanálise junguiana

Jung era discípulo de Freud, mas acredita em conceitos como o inconsciente coletivo, em que as pessoas trazem dentro de si conceitos que são universais. De acordo com Fernando Elias José, psicólogo clínico e mestre em Cognição Humana pela PUC-RS, a dinâmica é muito semelhante ao estilo freudiano, em que o paciente vai conversando sobre o que lhe vem a mente. Porém, muda o que está sendo analisado pelo profissional. "Ela leva em consideração o inconsciente, o que é reprimido e tratá-lo através de símbolos, imagens oníricas, usando os sonhos como método de análise", diferencia a psicanalista Priscila. Também está mais ligada à busca pelo autoconhecimento e a recuperação da própria essência, mas também pode tratar depressão, ansiedade e encontrar a raiz desses problemas.
Paciente conversando com psicóloga - Foto: Getty Images

Psicanálise lacaniana

Lacan também estudou com Freud, mas diferente dele e de Jung, ele acreditava no poder da linguagem sob o ser humano. "Ele falava de associação livre de palavras, e para ele através da linguagem chegamos ao núcleo do ser", define Priscila. Normalmente, as sessões dessa psicoterapia não tem hora para acabar, mas isso não significa que sejam muito longas, o terapeuta pode encerrá-las até de forma curta, e isso também está relacionado aos objetivos do tratamento. Essa abordagem também é mais voltada a quem busca o autoconhecimento.
Paciente triste na consulta - Foto: Getty Images

Gestalt

É considerada uma terapia holística, justamente por levar em conta o todo das situações. "Ela sempre examina o paciente as relações no que está em torno, o foco é trabalhar a pessoa no ambiente onde ela está, mas fazer com que ela se afaste da situação para ter a noção do todo", revela Priscila. Essa análise é feita baseado na conversa, mas o profissional vai direcionando o diálogo e fazendo perguntas, pedindo descrições do papel de cada um nas situações e tecendo considerações. Tudo isso para ajudar o paciente a ter a tão buscada visão do todo, e sempre em situações que acontecem no presente e precisam ser resolvidas agora, sem se voltar tanto ao passado.
Paciente discutindo com psicóloga - Foto: Getty Images

Terapia cognitivo-comportamental

É um tipo de terapia, chamada também de TCC mais focada em problemas específicos e na melhor forma de saná-los. Seu principal foco está na resolução de traumas, apesar de servir para outros tipos de problemas. "São estabelecidas metas e então se trabalha a mudança do pensamento, que provavelmente está gerando o sentimento que levou o paciente ao consultório", define Fernando Elias José. O especialista também lista os bons resultados da técnica com problemas como Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e para fobias.
Casal na consulta ao psicólogo - Foto: Getty Images

Terapia familiar

E quando o problema não é você? Pode parecer frase de fim de namoro, mas muitas vezes a raiz dos males de uma pessoa pode estar em outra fonte. Caso ela seja a estrutura familiar, existe um tipo específico de terapia para isso. "Foco é em questões da família inteira, no casal ou do relacionamento entre pais e filhos. Muitas vezes, ela pode ser feita em paralelo com um tratamento individual de um dos membros", ressalta Elias José. Ela é feita em forma de debate, com todos conversando sobre os problemas. Algumas vezes podem até sair desentendimentos que o psicólogo precisa apartar. O único problema desse tipo de terapia é que ela precisa do consentimento de todos os membros para que dê certo. "Precisam estar todos abertos a aceitar, normalmente tem sempre um que nega o problema, e a raiz normalmente é justamente ele", considera Priscila.
Caveira em encenação de teatro - Foto: Getty Images

Psicodrama

Para as pessoas mais teatrais, o psicodrama pode ser uma bela alternativa. É um tipo de terapia que pode ser feita em grupo ou individualmente, e o paciente interpreta papeis que tenham a ver com seus problemas. "As pessoas podem reviver situações de trauma e a partir daí ter outros entendimentos. Pode falar coisas que não conseguiria ter falado na hora, por exemplo", explica Elias José. Normalmente o coadjuvante auxilia ou apenas observa e deixa que o outro extravase sua emoção. Mas não são todos que vão gostar desse tipo de tratamento. "Para um tímido não daria certo, por exemplo, ou uma pessoa que não gosta de expor seus problemas", ressalta Priscila.
Psicóloga verificando tempo da consulta - Foto: Getty Images

Psicoterapia breve

Ela não se trata de uma técnica, e sim do foco da terapia. Todo paciente que busca ajuda profissional para um problema pontual e específico, como uma culpa, um medo ou uma angústia, pode recorrer a esse tipo de psicoterapia, que tem uma duração muitas vezes mais curta. E todas as abordagens explicadas nos slides anteriores podem ser usadas com esse fim. "Há um em um único problema e trabalha inicio, meio e fim. Quando termina de resolver o que queria ele recebe alta e é avisado que pode trabalhar outros fatores localizados pelo profissional durante as consultas", explica Priscila. Então, depende do paciente continuar e investigar mais, ou simplesmente encerrar a terapia.





GRUPO TEAR DAS ARTES


BENJAMIM JACOB ,  MAZZA

terça-feira, 2 de julho de 2013

Filme Amnésia

Prepare-se para pensar. Quem curte cinema apenas como um mero entretenimento não deve passar nem perto de Amnésia, mais que um filme policial, um verdadeiro quebra-cabeças cinematográfico. Leonard (Guy Pearce, de Los Angeles Cidade Proibida) é um homem que não consegue reter na memória fatos recentes da sua vida. Ele é capaz de conhecer uma pessoa, começar a conversar com ela e logo nos minutos seguintes se esquecer com quem está falando. Por isso, Leonard toma o cuidado de documentar por escrito ou por fotografias de polaróide tudo o que ele acredita ser importante. É preciso, por exemplo, ter sempre no bolso uma foto do próprio carro, para que ele possa identificá-lo no estacionamento.

Como se a situação já não fosse suficientemente confusa, Leonard investiga por conta própria o assassinato de sua esposa, ocorrido durante um assalto. Juntar provas, interrogar suspeitos e construir teorias não será uma tarefa nada fácil para Leonard. Nem para o público. Isso porque o roteirista e diretor Christopher Nolan conta toda esta história sob o ponto de vista do personagem principal. Ou seja, o espectador acompanha a tudo de trás para frente, como se ele próprio também não tivesse memória de fatos recentes.
Amnésia, baseado num conto escrito pelo próprio irmão de Christopher - Jonathan –, é um filme razoavelmente barato. Custou US$ 5 milhões e faturou o quíntuplo dessa quantia somente nas bilheterias norte-americanas.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Diálogo

Nesses tempos de manifestações de rua por todo o Brasil e também em Campinas, a equipe de escrita do Tear das Artes vem pedir que os manifestantes deem uma chance ao diálogo, e na postagem de hoje temos a vida do líder Sul africano ganhador do Prêmio Nobel da Paz. Nelson Mandela.


Nelson Mandela
                         
Nelson Rolihlahla Mandela ( 18 de julho de 1918) é um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente  da  África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhador  do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana.
Até 2009 havia dedicado 67 anos de sua vida a serviço da humanidade - como advogado dos direitos  humanos  e prisioneiro de consciência, até tornar-se o primeiro presidente da África do Sul livre, razão pela  qual em sua homenagem a ONU instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, como  forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.
Nascido numa família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior onde possivelmente viria  a ocupar cargo de chefia, abandonou este destino aos 23 anos ao seguir para a capital Joanesburgo e iniciar atuação política.
Passando do interior rural para uma vida rebelde na faculdade, transformou-se em jovem advogado na  capital e líder da resistência não-violenta da juventude em luta, acabando como réu em um infame julgamento  por traição, foragido da polícia e o prisioneiro mais famoso do mundo, após o qual veio a se tornar o político mais  galardoado em vida, responsável pela refundação de seu país - em moldes de aceitar uma sociedade multiétnica.
Criticado muitas vezes por ser um pouco egocêntrico e por seu governo ter sido amigo de ditadores  que foram simpáticos ao Congresso Nacional Africano, a figura do ser humano que enfrentou dramas pessoais permaneceu fiel ao dever de conduzir seu país, suprimiu todos os aspectos negativos.
Foi o mais poderoso símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid, sistema racista oficializado em 1948, e modelo mundial de resistência. No dizer de Ali Abdessalam Treki, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, "um dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo".

Equipe de escrita do Tear das Artes.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Alfred Nobel


Premio Nobel foi criado por Alfred Nobelquímico e industrial sueco, inventor da dinamite, no seu testamento. Os prêmios são entregues anualmente, no dia 10 de Dezembro, aniversário da morte do seu criador, às pessoas que fizeram pesquisas importantes, criaram técnicas pioneiras ou deram contribuições destacadas à sociedade.
Nobel nunca criou um premio de Economia. O que se conhece por Nobel de Economia é na verdade o Premio do Banco Central da Suécia de Ciências Economicas em Memória de Alfred Nobel, que nada tem a ver com a Fundação Nobel.

Alfred Nobel, que já vinha desgostoso com o uso militar dos explosivos que havia criado, ficou chocado ao ver a edição de um jornal francês, que noticiara por engano a morte de seu irmão Ludvig como sendo a sua e qualificando-o como "mercador da morte".
É possível que essa visão antecipada do seu obituário tenha despertado nele o desejo de modificá-lo. Daí sua decisão de premiar aqueles que, no futuro, servissem ao bem daHumanidade - mais propriamente nos campos da físicaquímicafisiologia ou medicina,literatura e paz. Não há nenhuma menção de um prêmio em economia 
Alfred Nobel deixou uma herança de 32 milhões de coroas. Seu testamento, redigido em1895, determinava a criação de uma instituição à qual caberia recompensar, a cada ano, pessoas que prestaram grandes serviços à Humanidade, nos campos da paz ou da diplomacialiteraturaquímicafisiologia ou medicina e física. O testamento estabelecia também que a nacionalidade das pessoas não seria considerada na atribuição do prêmio.
A Fundação Nobel foi criada em junho de 1900 e é responsável pelo controle do respeito às regras na designação dos laureados e verifica o bom andamento da eleição. Também é responsável, através de um comitê específico para cada uma das cinco áreas e de acordo com as propostas de personalidades eminentes, pela elaboração e encaminhamento das listas de indicações às várias instâncias que atribuem o prêmio.
Os prêmios são custeados pelos rendimentos oriundos do legado de Alfred Nobel, recursos privados, e o prêmio de Economia é custeado pelo Banco Central com recursos públicos, de igual montante ao escolhido pela Fundação Nobel.

Equipe de CECCO Tear das Artes