segunda-feira, 18 de maio de 2026

Entre passado e futuro: conversas sobre o tempo.



    Hoje nossa conversa girou em torno do tempo. Do tempo que passa rápido, do tempo que marca o corpo, da memória que fica e da esperança que ainda caminha na frente da gente.


    Falamos sobre a vida como ciclo. Sobre respeitar os tempos das pessoas, das gerações, das famílias e das mudanças.

    Alguém disse que “a gente não morre e vai para outro mundo”, como quem lembra que seguimos vivos nas lembranças, nos afetos e nas marcas que deixamos.

    Entre a antiga geração e a nova geração, apareceu uma pergunta:

    Se pudesse escolher, você voltaria ao passado ou visitaria o futuro?

    As respostas vieram cheias de desejos, dores e sonhos.

    Teve quem escolhesse visitar o século 22.
    Imaginando um futuro onde acabem o desemprego, a fome, as guerras e a violência.
    Um futuro com mais felicidade, respeito e escolaridade para as pessoas.

    Outras falas voltaram para o passado.
    Teve quem desejasse melhorar a educação.
    Quem quisesse mudar marcas do próprio corpo, transformar cicatrizes antigas em cicatrizes mais leves, quase invisíveis.

    Também surgiram lembranças curiosas e afetivas do presente:
o desejo de que o YouTube não retirasse antigas dublagens, guardando vozes que fazem parte da memória de muita gente.

    Uma fala comentou que o tempo da família parece passar mais rápido.
    Os filhos crescem, os encontros mudam, os dias correm sem pedir licença.

    E teve quem dissesse que não gostaria de voltar ao passado, porque ali existe muito sofrimento guardado.
    Às vezes, seguir em frente é também uma forma de cuidado.

    No meio da conversa apareceu a música “Olha o Trem” de Raul Seixas, atravessando a roda como metáfora da vida:

“Quem vai ficar?
Quem vai partir?
Não precisa de passagem
E nem de bagagem.”

    Talvez o tempo seja isso mesmo: um trem em movimento.
    Alguns embarcam nas lembranças, outros preferem olhar pela janela em direção ao futuro.

     No fim, sobraram palavras simples, mas cheias de sentido:
família, trabalho, respeito, felicidade.

    E talvez sejam elas que continuam viajando com a gente, mesmo quando o tempo acelera.

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