segunda-feira, 22 de junho de 2026
Como lidar com frustrações?
Hoje conversamos sobre dificuldades que muitas pessoas enfrentam ao longo da vida. Foram compartilhados sentimentos de vergonha, solidão, rejeição e frustração diante de situações que nem sempre acontecem como gostaríamos.
Uma das pessoas contou que sente vergonha de sair de casa por estar sem emprego e sem um relacionamento. Outra falou sobre como fica nervosa quando é interrompido enquanto está ouvindo suas músicas, pois aquele momento é importante para ela e precisa de tempo para aproveitar e organizar seus pensamentos.
Também surgiram relatos sobre términos de relacionamento. Algumas pessoas descreveram a sensação de terem sido "jogadas fora" ou substituídas, sentimentos que podem causar tristeza e abalar a autoestima. Nessas situações, é importante lembrar que o fim de uma relação não define o valor de ninguém.
A conversa trouxe ainda uma reflexão sobre as frustrações da vida. Todos nós enfrentamos momentos em que as coisas não saem como planejado. Aprender a lidar com essas decepções é um desafio humano. Foi lembrado que muitas pessoas que desenvolvem dependência de drogas encontram dificuldades para enfrentar frustrações e sofrimentos emocionais, buscando uma forma de aliviar a dor.
Outro tema importante foi o sentimento de solidão. Em alguns momentos, podemos acreditar que não pertencemos a lugar nenhum ou que estamos sozinhos em nossos problemas. No entanto, compartilhar experiências mostrou que muitas pessoas vivem sentimentos parecidos. Conversar, buscar apoio e participar de grupos pode ajudar a perceber que não estamos sozinhos.
A principal mensagem da roda de conversa foi que as dificuldades fazem parte da vida, mas não precisam ser enfrentadas isoladamente. O apoio de outras pessoas, a escuta e o respeito aos próprios sentimentos podem fortalecer o caminho para enfrentar desafios e construir novas possibilidades.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Grupo Savuru apresenta " Dançando Nossas Histórias" na Casa de Cultura Andorinhas!
É NESTE DOMINGO (14/06) ÀS 14 HORAS NA CASA DE CULTURA ANDORINHAS!!!
Endereço: Rua Carlos Renato Frederico, S/N- DIC 1 - Campinas/SP.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
sexta-feira, 22 de maio de 2026
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Entre passado e futuro: conversas sobre o tempo.
Hoje nossa conversa girou em torno do tempo. Do tempo que passa rápido, do tempo que marca o corpo, da memória que fica e da esperança que ainda caminha na frente da gente.
Falamos sobre a vida como
ciclo. Sobre respeitar os tempos das pessoas, das gerações, das
famílias e das mudanças.
Alguém disse que “a gente
não morre e vai para outro mundo”, como quem lembra que seguimos
vivos nas lembranças, nos afetos e nas marcas que deixamos.
Entre
a antiga geração e a nova geração, apareceu uma pergunta:
Se
pudesse escolher, você voltaria ao passado ou visitaria o
futuro?
As respostas vieram cheias de desejos, dores e
sonhos.
Teve quem escolhesse visitar o século
22.
Imaginando um futuro onde acabem o desemprego, a fome, as
guerras e a violência.
Um futuro com mais felicidade, respeito
e escolaridade para as pessoas.
Outras falas voltaram para
o passado.
Teve quem desejasse melhorar a educação.
Quem
quisesse mudar marcas do próprio corpo, transformar cicatrizes
antigas em cicatrizes mais leves, quase invisíveis.
Também
surgiram lembranças curiosas e afetivas do presente:
o desejo
de que o YouTube não retirasse antigas dublagens, guardando vozes
que fazem parte da memória de muita gente.
Uma fala
comentou que o tempo da família parece passar mais rápido.
Os
filhos crescem, os encontros mudam, os dias correm sem pedir
licença.
E teve quem dissesse que não gostaria de voltar
ao passado, porque ali existe muito sofrimento guardado.
Às
vezes, seguir em frente é também uma forma de cuidado.
No
meio da conversa apareceu a música “Olha o Trem” de Raul Seixas, atravessando a
roda como metáfora da vida:
“Quem vai ficar?
Quem
vai partir?
Não precisa de passagem
E nem de
bagagem.”
Talvez o tempo seja isso mesmo: um trem em
movimento.
Alguns embarcam nas lembranças, outros preferem
olhar pela janela em direção ao futuro.
No
fim, sobraram palavras simples, mas cheias de sentido:
família,
trabalho, respeito, felicidade.
E talvez sejam elas que
continuam viajando com a gente, mesmo quando o tempo acelera.
ATO DA LUTA ANTIMANICOMIAL DE CAMPINAS - 18/05/2026








