Durante o mês das mulheres, discutimos principalmente sobre o tema da violência. No entanto, percebemos que pouco falamos sobre aspectos positivos, como as conquistas femininas ao longo da história.
Fernanda Nobre e Regiane Alves, lembradas inicialmente por sua beleza. Isso nos levou a refletir sobre como, muitas vezes, a valorização das mulheres ainda está ligada à aparência.
Também surgiu a dificuldade de lembrar o nome de uma diretora de cinema indicada ao Ocar. Em contraste, conseguimos citar facilmente vários diretores homens. Foi mencionado o caso de Kathryn Bigelow, diretora de A Hora Mais Escura, que por vezes é lembrada em relação ao seu ex-marido, James Cameron, em vez de ser reconhecida por seu próprio trabalho.
Outro exemplo marcante foi o de Hedy Lamarr, atriz e inventora austríaca-americana que, junto com George Antheil, desenvolveu na década de 1940 uma tecnologia de comunicação por salto de frequência. Essa invenção foi fundamental para o desenvolvimento de tecnologias como Wi-Fi, GPS e Bluetooth. Mesmo assim, sua contribuição científica é pouco reconhecida, enquanto sua beleza é frequentemente destacada.
A discussão nos levou a questionar: será que valorizamos as mulheres pelo que elas têm a oferecer — suas ideias, talentos e contribuições — ou ainda priorizamos sua aparência?
Outro ponto abordado foi o conceito de beleza: o que é considerado belo? Percebemos que os padrões de beleza são construções sociais, que mudam ao longo do tempo e podem excluir muitas mulheres. Por fim, discutimos as imagens que temos da velhice e o conceito de etarismo, que se refere ao preconceito baseado na idade, afetando especialmente mulheres mais velhas, que frequentemente se tornam invisibilizadas na sociedade.
Refletimos também sobre as mulheres que fazem parte do nosso cotidiano, como professoras da primeira infância e familiares, e como muitas vezes suas contribuições são naturalizadas e pouco reconhecidas.
È importante ampliar nosso olhar sobre o papel das mulheres na sociedade. Reconhecer suas conquistas , valorizar suas ideias e contribuições são fundamentais para uma sociedade mais justa e igualitária. Além de questionar os padrões, é necessário transformá-los, abrindo espaços para múltiplas formas de ser, existir e envelhecer. Assim, ao invés de reduzir mulheres à aparência, passamos a enxerga-la em sua totalidade, como protagonistas de suas próprias histórias.

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