quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Bene, o Poeta Negro, Cultura Popular e Saúde Mental


 

Bene é um poeta e agente cultural morador de Campinas (SP) e patrimônio cultural de nossa cidade, estado e país. 

Desde sempre ligado a tradição cultural popular e interessado em promover cultura para a população, em especial a promoção de cultura para a população da periferia. 

Sua história e vida nos ensina e nos inspira. Conviver com ele até hoje é um privilégio para nós e para as pessoas que convivem com ele.  

Em 2023, se aposentou como funcionário público da secretaria de cultura de Campinas, mas não se aposentou de seu ativismo e contribuição histórica que faz para a cultura popular de Campinas, paulista e brasileira.

Assistimos no dia de hoje o documentário que foi produzido em sua homenagem chamado "Bene, o Poeta Negro". O documentário foi feito com a coordenação do Nonada Jornalismo, produção executiva de Amora Produções e realização do Laboratório Cisco. 

Recomendamos a todas as pessoas que assistam o documentário, pois, além de ter sido muito bem feito ele aborda questões extremamente importantes sobre a cultura popular e a realidade da população brasileira.

Segue abaixo algumas das impressões que as (os) membras (os) do Blog do Tear tiveram após assitir ao documentário:

"Para mim cultura é a arte de saber raciocinar, quando você está fazendo algo você procura fazer de uma forma diferente, para ficar melhor e não fazer igual todos fazem. Hoje observamos que a maioria das pessoas agem como robô repetindo o que as outras pessoas fazem, parece que as pessoas não pensam por si próprias. A obra do Benê é muito interessante, pois, precisamos de mais pessoas iguais a ele para que a nossa Cultura não morra. Benê me ajudou a mudar meu ponto de vista sobre os povos indígenas e eu agradeço muito a ele por isso"

"Para mim o que me impactou foi o poder da arte e da cultura em fazer denúncias sociais abordando questões da realidade. Faz com que as pessoas tomem consciência da realidade e o documentário pode ser visto de muitos aspectos através da menção ao enfrentamento ao racismo, racismo religioso, a ditadura militar brasileira, as desigualdades sociais etc. É importante as pessoas terem a possibilidade de ter acesso a arte e a cultura como um direito e partir daí terem outras experiências proporcionadas por isso. Isto ajuda dar sentido a condição humana"

"O documentário proporciona uma questão de sacerdócio que no seu trabalho faz as pessoas refletirem sobre as questões da população, dos desfavorecidos. Trazendo a questão do que somos. Da onde ele traz seu ponto de vista ele fala de si e de todos. Através da poesia ele traz suas tradições e o que marcou sua vida" 

"O Bene traz muitas recordações do meu passado, da minha família, porque ele fala de coisas que são importantes e que tem a ver com a minha história. Ele fala de coisas que foram e são muito importantes para a população. A tecnologia hoje está fazendo a gente perder esse convívio da realidade. Gostaria que as pessoas entendessem que precisamos resgatar esses valores que o Bene valoriza em seu trabalho. Viver o amor próprio que hoje a gente não consegue viver esse amor porque a tecnologia está fazendo acabar. Esse aconchego que a gente via nas coisas e que as músicas falavam"

"A única coisa que posso dizer é de ser educado, ouvinte, humilde com as pessoas, de categoria. Com pessoas com síndrome de down, autistas e qualquer pessoa. Um pedaço que se vai dessa para melhor e que se faz de vida para com o outro. Aquela pessoa que foi dessa para uma melhor. Essa pessoa que fica com um carinho, amor, união familiar. Assim como no Blog a gente se adapta e aqui tudo se renova. As pessoas mais antigas se acabam e as jovens vem e tudo se renova"

''O documentário é uma obra de arte e uma ação de promoção em saúde mental. O Bene e sua obra, na minha opinião, proporcionam para as pessoas uma experiência que com certeza impacta suas vidas e ajuda a promover bem estar social. Todas e todos tem o direito de viver experiências artísticas e culturais. As trocas de experiências e impressões compartilhadas nas atividades coletivas e comunitárias são importantíssimas para dar sentido a experiência humana e promover boa saúde mental a todas e todos nós" 


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Chegadas e Partidas




 Hoje nosso dia começou diferente. Nossa coordenadora Larissa Trigueiros nos contou que não vai mais ser coordenadora do CeCCo Tear das Artes. 

Nós aqui do Blog do Tear das Artes, estamos  muito agradecidos, pelo belo trabalho realizado pela Dr Larissa, que fez um excelente trabalho, diante de tanta dificuldade que teve aqui no Tear das Artes, e nunca deixou transparecer as dificuldade que surgiram no dia dia.

E nós entendemos a saída da Dra Larissa, e torcemos que ela no seu novo trabalho, tenha oportunidade de fazer um trabalho brilhante como fez aqui no Tear das Artes, e única certeza que temo da saída dela, que ela vai deixar muitas saudades.

E ao mesmo tempo, estamos aqui reunido para poder receber o Doutor Rodrigo, que está em fase de transição, até poder assumir a direção do Tear das Artes.

É uma situação que ao mesmo tempo vai deixar saudade com a saída da Dra Larissa, e também vamos ficar muito contente com a chegada do doutor Rodrigo, para está no comando do Tear. infelizmente não pode ficar os 2.

A luta que a Dra Larissa, usuários e equipe teve aqui, não foi nada fácil, para poder sair as coisas e sair o projeto que é hoje o Tear, é graça a luta incansável da Dra Larissa, que teve que ser aguerrida, para superar muitos obstáculos.

E também agradecemos a Dra Larissa e sua equipe, por atender nós usuário e resgatar a nossa motivação com palavras certas, que resgata nossa auto estima.

Neste longa trabalho árduo da Dra Larissa, ela nos convenceu e nos conquistou, com muita alegria e determinação no seu trabalho.

Nós do blog aqui,  nunca vamos esquecer, do trabalho sério e com um sorriso alegre da Dra Larissa, e desejamos que ele seja bem vinda no seu novo trabalho.

Doutora Larissa comenta: "(...) não podemos deixar apagar as casinhas construídas no seu legado, e que temos que sempre lutar, para sempre deixar este espaço alegre.". 


 



 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Não podemos culpar a vítima pela agressão sofrida - Por Rivaldo de Sousa

                                     

Vivemos num país machista, aonde estamos presenciando com muita frequência um jornalismo machista.

Aonde a imprensa dá oportunidade para os agressores das mulheres, falar suas versões evasiva, para poder justificar o inaceitável.

Uma imprensa que não tem o princípio ética e moral, e dar espaço aos agressores, como ele não tivesse culpa do ato praticado por eles mesmos.

Isto é algo muito triste e lamentável.

A vítima além de sofrer a agressão, se torna a própria culpada, de toda agressão sofrida, o que deixa a vítima traumatizada e sem forças para superar tudo que passou.

É inacreditável ainda haver alguma imprensa machista, aonde eles dão a oportunidade para estupradores e agressores de mulheres, poder contar suas versões. Aonde coloca a vítima como culpada, e o próprio agressor como vítima.

Como podemos dar o exemplo ex jogador de futebol Daniel Alves.

Além de estuprar e abusar da vítima, coloca a vítima como culpada de tudo.

Daniel Alves acusa a vítima de estupro de não poder dormir com a consciência tranquila, nisto eu concordo com ele, porque com certeza a vítima não consegue mais dormir mesmo, mais não pela consciência pesada, mas sim, pelo abuso sofrido.

E foi tratada com um objeto qualquer, depois de sofrer o estupro, ele a deixou jogada no banheiro, tratando a vítima como um lixo.

Ainda querendo justificar o injustificável, fala que mentiu o tempo todo, por amor, e que ama de verdade a sua ex esposa.

Se ele amasse sua ex esposa de verdade, ele jamais estaria num banheiro de um bar, estuprando uma mulher indefesa.

Pois quem ama de verdade, não vai atrás de outra pessoa.