quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tibet uma região intrigante e um exemplo de cultura a ser seguida.

O Tibete ou Tibet é uma região de planalto da Ásia, um território disputado situado ao norte da cordilheira do Himalaia. É habitada pelos tibetanos e outros grupos étnicos como os monpas e os lhobas, além de grandes minorias de chineses han e hui. O Tibete é a região mais alta do mundo, com uma elevação média de 4 900 metros de altitude, e por vezes recebe a designação de "o teto do mundo" ou "o telhado do mundo".[1]
A história do Tibete teve início há cerca de 2 100 anos,

Tibete cultural/histórico (em destaque), ilustrado com as diferentes reivindicações territoriais.
Light green.PNG Solid yellow.svg  Região Autônoma do Tibete, dentro da República Popular da China
Red.svg Solid orange.svg Solid yellow.svg  Tibete Histórico, tal como alegado pelos grupos tibetanos no exílio
Solid lightblue.png Solid orange.svg Light green.PNG Solid yellow.svg  Regiões designadas como 'tibetanas' pela República Popular da China
Light green.PNG  Áreas controladas pelos chineses e reivindicadas pela Índia como parte de Aksai Chin
Solid lightblue.png  Regiões administradas pelos indianos e reivindicadas pela China como parte do Tibete
Solid blue.svg  Outras áreas historicametne dentro da esfera cultural tibetana
Em 127 a.C. uma dinastia militar fixou-se no vale de Yarlung e passou a comandar a região, perdurando-se esta situação por oito séculos. Por centenas de anos "belicistas" o Tibete investiu sobre terras vizinhas.
Este comportamento mudou em 617, quando o imperador Songtsen Gampo - 33º rei do Tibete – começou a transformar a civilização feudo-militar em um império mais pacífico. Seu reinado durou até 701, e seu legado foi imenso: criou o alfabeto tibetano; escreveu e estabeleceu o sistema legal tibetano (baseado no princípio moral segundo o qual é valorizada a proteção do meio-ambiente e da natureza); favoreceu o livre exercício religioso do budismo, e; construiu vários templos (dentre eles destacam-se o Jokhang e o Ramoche).
Seus sucessores continuaram a transformação cultural, custeando traduções e criando instituições. O próximo rei do Tibete foi Tride Tsukden (704 – 754), o qual deixou seu filho como sucessor, o rei Trisong Detsen.
A partir do século VII a região tornou-se o centro do lamaísmo, religião baseada no budismo, transformando o país num poderoso reinado. Antigo objeto de cobiça dos chineses, no século XVII o Tibete é declarado incluído no território soberano da China. A partir daí seguem-se dois séculos de luta do Tibete por independência, conquistada - temporariamente - em 1912.
Em 1950 o regime comunista da China ordena a invasão da região, que é anexada como província. A oposição tibetana é derrotada numa revolta armada em 1959. Como conseqüência, o 14° Dalai Lama, Tenzin Gyatso, líder espiritual e político tibetano, retira-se para o norte da Índia, onde instala em Dharamsala um governo de exílio.
Em setembro de 1965, contra a vontade popular de seus habitantes, o país torna-se região autônoma da China. Entre 1987 e 1989 tropas comunistas reprimem com violência qualquer manifestação contrária à sua presença. Há denúncias de violação dos direitos humanos pelos chineses, resultantes de uma política de genocídio cultural.
Em agosto de 1993 iniciam-se conversações entre representantes do Dalai Lama, laureado com o prêmio Nobel da Paz em 1989, e os chineses, mas mostram-se infrutíferas. Em maio de 1995 é anunciado pelo Dalai Lama o novo Panchen Lama, Choekyi Nyima, de 6 anos, o segundo na hierarquia religiosa do país. O governo de Pequim reage e afirma ter reconhecido Gyaincain Norbu, também de 6 anos, filho de um membro do Partido Comunista da China, como a verdadeira encarnação da alma do Panchen Lama.
Ugyen Tranley, o Karmapa Lama, terceiro mais importante líder budista tibetano, reconhecido tanto pelo governo da China como pelos tibetanos seguidores do Dalai Lama, foge do país em dezembro de 1999 e pede asilo à Índia. A China tenta negociar seu retorno, mas Tranley, de catorze anos, critica a ocupação chinesa no Tibete.
A causa da independência do Tibete ganha força perante a opinião pública ocidental após o massacre de manifestantes pelo exército chinês na praça da Paz Celestial e a concessão do Prêmio Nobel da Paz a Tenzin Gyatso, ambos em 1989. Dalai Lama passa a ser recebido por chefes de Estado, o que provoca protestos entre os chineses. No início de 1999, o governo chinês lança uma campanha de difusão do ateísmo no Tibete. A fuga do Karmapa Lama causa embaraço à China.
O Tibete é, ainda hoje, considerado pela China como uma região autônoma chinesa (Xizang).
No campo da cultura, das artes e informação algumas pessoas ficaram bastante conhecidas a partir da divulgação que fizeram da cultura tibetana.
Heinrich Harrer:  Alpinista austríaco autor do livro "Sete anos no Tibet" que serviu de base para filme de mesmo nome cuja temática fala da história de 2 alpinistas austríacos refugiados no Tibet durante a segunda-guerra mundial.
Lobsang Rampa (pseudônimo do escritor inglês Cyrill Hoskins) ficou conhecido no mundo todo por livros como " Terceira Visão", "O médico de Lhasa" e " Minha vida com o Lama" onde trata da cultura tibetana, aguçou e continua atraindo interesse do mundo todo pelo conteúdo de sua obra e revelação de que seu corpo teria sofrido transmigração e depois ocupado por Lama Tibetano.
Atual Dalai Lama: Tenzin Gyatso, lider espiritual e ex- lider político do Tibet. è reconhecido mundialmente pelo sua resistência e reivindicação contra a dominação chinesa no Tibet. É adepto da resistência pacífica, a exemplo do que pregava Ghandi.  Recebeu em 1989 o prêmio Nobel da Paz. Até hoje é respeitado em todo mundo pela sua lideranção espiritual e a suas idéias de aproximação entre religiosidade e ciência.

Dicas de livros e obras legais e interessantes:
Livros:
"Sete anos no Tibet" e "Terceira Visão".
Filmes:
 "Sete anos do Tibet" e o "Rapto do Menino Dourado"

                                             Trailer de Sete anos no Tibet

          "O que mais me supreende na humanidade são os homens. Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer. E morrem como se nunca tivessem vivido." 
Equipe Tudo Acontece.